Lá
estou na bíblia, descrito como praga
Atacando
lavouras de jeito bem escroto
De
maneira que tudo some, tudo estraga
Tal
como maligno gnomo voraz e maroto.
Voando
em massivo bando tal uma vaga
Sou
flagelo da planta, mascote do garoto
E
meu ataque não há benefício que traga
Ante
dele prostra-se o rico, também o roto.
Minha
maxila tão cortante tal uma adaga
Depois
que destruo desapareço no ignoto
E
aquela destruição pelo planeta se alaga.
Barriga
cheia, me resta apenas um arroto
Portanto
agora não quero nenhuma paga
Porque
sou apenas o singelo gafanhoto.