Sou gordo sim, e não me
importo
Nem de longe pareço com ofídio
Prá não ficar de fome
semimorto
Pratico farta comilança
de lipídio
Gordo é quem gordo lhe
parece
Porém quem optou pela
magreza
Somente para cima então
cresce
E ser magro não é sinal
de beleza.
Da vida se leva só o que
se come
Porque comer é a lei do
universo
Se fechar a boca nada
consome
Contudo ficará na
inanição imerso
Com costela encostada no
abdome
Num viver muito triste e perverso.
Num viver muito triste e perverso.