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segunda-feira, 17 de abril de 2017

No frio da noite

A metrópole, formidável formigueiro
Onde vigoram tantos conúbios e tretas
E vagam os vagabundos como cometas
Fica fora de forma o feliz e o faceiro.

Uma selva de concreto pra aventureiro
Na qual nada nos informam as muitas setas
Então lhe interessa apenas as suas metas
Sejam benvindos, à escuridão e o nevoeiro!

Um negror que oprime, mas nada radiante
E se faz benfazejo ao marginal errante
O qual faz no atro submundo sua morada.

E a súcia refestela no escárnio da rua
Onde o malandro, achacando-nos continua
Pois essa tal escuridão lhe é camarada.

sábado, 1 de abril de 2017

Puro estresse

Esta vida moderna é feita de incerteza
Pois nunca nos dá trégua uma grande cidade
A qual acresce o dia com certa ansiedade
Oriunda do estresse e da rude aspereza.

Cadê tempo para apreciar a beleza?
Pra vivenciar o melhor da mocidade
E transpor existência com suavidade?
Pois tudo que existe é contrário a natureza.

Na busca do porquê esta gente tudo atura
Onde sobra violência e falta ternura
Perde-se o verdadeiro sentido da paz.

Oh, sociedade funesta e desesperada!
Que corre na busca de tudo e encontra nada
Será que se olvidou de como é que se faz?