A metrópole, formidável
formigueiro
Onde vigoram tantos
conúbios e tretas
E vagam os vagabundos
como cometas
Fica fora de forma o
feliz e o faceiro.
Uma selva de concreto pra
aventureiro
Na qual nada nos informam
as muitas setas
Então lhe interessa
apenas as suas metas
Sejam benvindos, à
escuridão e o nevoeiro!
Um negror que oprime, mas
nada radiante
E se faz benfazejo ao
marginal errante
O qual faz no atro
submundo sua morada.
E a súcia refestela no
escárnio da rua
Onde o malandro,
achacando-nos continua
Pois essa tal escuridão
lhe é camarada.