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domingo, 6 de agosto de 2017

Ao peixe... viva!

Em algum restaurante japonês:
Vejam, o peixe está se mexendo!
E não apenas um, todos os três
Já não sei se devo sair correndo.

Eles querem agradar o freguês
Como quase todos aqui estão sendo
Porém, por Júpiter, vejam vocês
O peixe sair do prato é horrendo!

Tomo cuidado da próxima vez
E verei o que no prato se coloca
Então espero encontrar sensatez.

Porquanto, pelo lado que me toca
Ao vir, deixo de lado a timidez
Trago um caniço, anzol e minhoca.

quinta-feira, 24 de setembro de 2015

Que bicho sou eu?

Como só material orgânico no solo
Meu doce lar é minha modesta toca
Sou anelídeo silencioso, não parolo
Arejar raiz de planta, o que me toca.

Útil porquanto sem algum protocolo
Quando essa utilidade alguém evoca
Me usam como isca, talvez com dolo
E lá vou eu fisgar alguma cocoroca.

Por causa da pescaria pois me imolo
E alguém por isca artificial me troca
Com vara, anzol e engodo à tiracolo.

Quando o pescador em mim não foca
Fico portanto tão feliz que deito e rolo
Porque afinal, sou humilde minhoca.