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sexta-feira, 22 de maio de 2015

Ao mugil

Soneto acróstico

Açuladas pelo instinto de reprodução
Fazem excursão pelo catarina litoral
As ovadas tainhas surgem de roldão
Rasando aquelas praias onde dá vau.

Rápido, o pescador com seu arrastão
Atira-se à captura como um temporal
Direto vai lucro para bolso do tubarão
Assim o manézinho nada ganha afinal.

Tainha é alimentação na mesa porém
Ao pescador falta só senso de medida
Ilude-o uma falsa abundância também.

Nada restará deste peixe que traz vida
Haverá por certo, escassez mais além
A mesa do pescador não terá comida.

quinta-feira, 23 de abril de 2015

Reminiscências


Da minha infância lembro dos riachos
Dos bagres e lambaris nas corredeiras
Quando pesca de anzol era brincadeira
E vida toda era descontração, eu acho

Iscas de minhocas, rolha, anzol e linha
Bornal atravessado, na cabeça o boné
Mais vontade que peixe, bem mais até
E bastante disposição é o que se tinha

Porém é do tico-tico que mais lembro
Nidificando em meados de setembro,
Quando nos arbustos seu ninho fazia.

Ainda hoje é muito vívida a lembrança
Do quanto fui aquela realizada criança
Que ouvia pio do tico-tico com alegria.

segunda-feira, 21 de novembro de 2011