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quarta-feira, 6 de setembro de 2017

A rua

Um céu cinzento e aquela molhada rua
Silenciosa, não se escuta ou vê gente
Despida de movimento parece nua
Um leito que lembra o caos diariamente.

E haverá por trás, um mundo paralelo
O qual, assim, se nos oculta de repente
Portanto, por não o saber, eu não revelo
Entretanto, por ignorar, ninguém o sente.

Onde muitas pessoas se cruzavam antes
Naquela azáfama cruenta e desmedida
Caberá pois uma manada de elefantes.

Agora, esssa tão estreita pista de corrida
De horas apressadas, já pouco distantes
É retrato fiel do que acontece na vida.

quinta-feira, 3 de dezembro de 2015

À faixa de pedestres



Uma faixa na esquina, comum, zebrada
Massifica, e aqueles pedestres pressiona
Convergem para ali pessoas como boiada
Onde à vista espetáculo nos proporciona.

Nessa faixa há contudo certa democracia
Todos igualmente correm mesmo perigo
O fluxo cessa as vezes pralguma calipigia
Pode acontecer com você, mesmo comigo.

Outra não é que a vocação de passarela
É ali que a feiura ou beleza se descortina
Talvez o perfeito local de desfile para ela.

Incita os hormônios da gente essa menina
Como viagra ambulante às gônadas apela
Oculto na cueca qualquer mastruço supina.

domingo, 17 de novembro de 2013