terça-feira, 6 de maio de 2014

Viver

Viver é como encontrar a sintonia
Entre o passado, presente e futuro
É perceber do Universo a sinfonia,
Que conjuga movimento mais puro

É como encontrar atrás do muro
Algo que bem outrora foi perdido
Que agora vem à luz, sai do escuro
E torna-se o que deveria ter sido

É tentar responder as questões
Que, resumem todos os senões
E se tornar parte  da humanidade

É não se preocupar com a morte
Procurar cada um o próprio norte
Sem nem pensar na eternidade.

segunda-feira, 5 de maio de 2014

O jardim


Confesso, tenho olhos de jardim
No qual nasce flor e voa inseto
Borboletas aqui pousam em mim
Sem se importar com meu veto.

Flores ingênuas são tão prosas
Como gerâneos e lindas rosas
Em meus olhos como moldura
Fazem deles gloriosas pinturas

E aqui também há erva daninha
Que é vivo ônus que se instala
Onde há plantas ela se aninha

E se deixar até jardim ela abala
E diz, essa plantação é minha,
Quando quero pássaro se cala.

Haverá inteligência?


Impressionante esse mundo virtual,
Universo impregnado de mesmice
De vez em quando um cara de pau
Produz alguma coisa além da tolice.

No mais, tudo atende ao puro irreal
Descontando cabedal de babaquice
Que não tem da inteligência o aval
Resta esquecer o que um tolo disse.

Internet não é do bem nem do mal
Aceita qualquer coisa, até estultice
Como as que rolam na rede social.

Se conhecimento do mundo fluísse
Por essa importante veia universal
Decretada seria a morte da burrice.

domingo, 4 de maio de 2014

Noite


A noite, afirmam, é mau conselheira
Ela, os enganos do homem esconde
Pra que vejamos sua face verdadeira
Há que procurar muito, não sei onde

A noite, confirmam, morre silenciosa
Quando o sol amanhecente a ilumina
E nunca se mostra um pouco curiosa
Sobre dia que nasce e qual sua sina

E conforme deve ser, sempre escura
Vagarosa, triste, misteriosa e fluente
Por todo o tempo que tão pouco dura

Não se preocupa a noite com a gente
Porque não a influímos nesta altura
Pois como o dia, ela É simplesmente.

sábado, 3 de maio de 2014

Existe amor!


Pois amor, essa palavra essencial
Entre corpo e mente, livre navega
Se existe vagina e entumecido pau
Um ao outro sua essência entrega.

Outro tipo de amor está submisso
Por exemplo, esse platônico amor
Que sente e vê sem compromisso
Que não acha nada, não sente dor.

Porque amor carnal não tem treta
Então mão na coisa e coisa na mão
Nos finalmentes enfiando a caceta.

Porquanto amor não há sem tesão
Se assim for, preferível a punheta
Que satisfaz o ego, evita confusão.

Noite


A noite chegando devagar ela vem
Amortalhando a terra com candura
Carregando sonho com ela também
Como se todos tivessem alma pura

Acompanhando atrás dela, ninguém
Porque para tanto és negror, escura
Que nada é possível enxergar porém
E querer saber o que vem é loucura

Por que és negrume tão atro assim?
Por que fazer que queiram teu fim?
Por que apagas o brilho da cidade?

Pois não a lembramos durante o dia
Porque raio de sol o Planeta alumia
E tu noite escura não deixa saudade.

sexta-feira, 2 de maio de 2014

C… é preciso


Fazendo força neste solitário trono
Como todos o fazem todos os dias
Penso acerca desse triste abandono
Dessa minhalma perdida na periferia.

Sinto-me com o pensador de Rodin
Em refletido e profundo pensamento
Cogitando sobre o hoje e o amanhã
Envolvido em secular desolamento.

Já que não há como não sentar aqui
Apreciemos pois esse ato particular
Façamos número dois ou apenas xixi
E aproveitemos para muito pensar.

Então não posso negar o quanto vivi
E o quanto aprendi na hora de cagar.