terça-feira, 14 de março de 2017

14/03 dia do poeta

Há uma atmosfera de poesia latente
Os poetas todos alumbrados, parece
Já que Érato muito bem se faz presente
Eles, nossos vates, se unem muna prece.

Dia em que todo poeteiro consciente
Imagem poemística ao acervo acresce
Assim pois, vai recriando tudo que sente
Deixando ao planeta sua maior benesse.

O poeta, hoje, é obrigado a ser feliz
Pois esta linda homenagem lhe é devida
Ou, pelo menos, é isso que o planeta quis.

Então, viva os vates que festejam a vida
Tanto que, à nossa existência dão um verniz
A eles nosso cumprimento e nossa torcida.

Esse tal Universo

E não há porque empreender tamanha luta,
Como se não houvera qualquer outra opção
Porquanto, tanto esforço gasto será vão
Diante desta miséria a qual se disputa.

Pois essa busca insana de resposta enxuta
Parece tão somente uma grande ilusão,
Cheia de desconformidade e confusão,
Destrambelhada tal qual rolante biruta.

Aceitemos, que este universo tão imenso
Não toma conhecimento da humanidade
Seu funcionamento é por demais intenso
Somos ponto imperceptível na soledade.

E não percebe ele o que desejo ou que penso
Segue o universo sem obrigação e bondade.

segunda-feira, 13 de março de 2017

O Tempo

O tempo, refletir sobre ele nos assusta
Porque tem sobre nós o poder mortuário
Com sua arrogância no existir solitário,
Entidade julgada tenebrosa e augusta.

Vemos apenas a autoridade robusta
Desafiar? nem pensar, é ato temerário
Então que cada homem assuma o calvário
Porquanto, será aquilo que menos nos custa.

Essa estabilidade deste ente é inefável
Então confrontá-lo nunca será agradável
Assumindo que o seu domínio é absoluto.

O que se pode é compreende-lo talvez
Com certa humildade e mesmo honradez
E não cutucar com vara curta esse bruto.

domingo, 12 de março de 2017

Onirismo peripatético

Peripatético, sonho e vou caminhando
Onde tudo é ilusão, não há referências,
Existem certas formas, mas não as essências,
E as ideias, como aves, revoam em bando.

Continuo meu caminho não sei até quando
Talvez a mais profícua das experiências
Delineando outras espécies de vivências
Indescritíveis, nos vastos espaços pairando.

Ególatra, não há lugar para os demais
Não existe espaço para reclamos e ais
E não se escuta nenhum lamento ou gemido.

Contudo, não me destrambelho cegamente
Tampouco ignoro toda aquela cega gente
Que não sonhando, só deseja o consentido.

sábado, 11 de março de 2017

Inquietante noite

Oh! noite, não és amiga, e te levo a sério
E tenho te perguntado sobre as razões
Porquanto carregas em teu ventre, mistério
Pleno dos incognoscíveis entre senões.

Detestas o sol entre túmulos secretos
Tornando impenitentes nossas frágeis almas
Mais então, homens pecadores inquietos.
E poor que tu nos desespera e não acalma?

Porém, quero contigo estabelecer pacto:
Mantenha essa tua arrogância e postura
E permita meu sono profundo e intacto.

Porquanto não desejo passar pela agrura
De sofrer um possível pesadelo abstracto
Num cruel evento, repleto de amargura.

sexta-feira, 10 de março de 2017

Arrogância é mortal


Oh! Árvores, águas, rochas e bichos
Que por desespero clamam em coro
Todos vítimas, roubaram seus nichos
Então mais que justificado seu choro

O Homo sapiens, a natureza subverte
Egoísta, no centro do universo se põe
Julga à volta, todo um universo inerte
De quais elementos só homem dispõe.

Mostra o espírito pobre de alma infeliz
Que do entorno não tem consciência
Parece: o mais importante é o que diz.

Mal sabe este asno, que sua ausência
Com a civilidade de superficial verniz
Para o Planeta seria feliz coincidência.

quinta-feira, 9 de março de 2017

Homem, virus do Planeta

Ouço das árvores e dos animais, as vozes
Que desejam que saibamos suas agruras
Nada de lamentações nem gritos atrozes
Apenas tristes visões de suas vidas futuras.

Árvores milenares que vivem nas florestas
Percebem destruição que impõe o homem
Como a perpetuar falsas alegrias e festas
O machado e serra atuam e matas somem.

Extermínio do ambiente e próprios animais
Faz deste Planeta mais feio futuro deserto
O Homo sapiens desrespeita os não iguais.

Por arrogância e cegueira diz estar certo
Mas por egolatrismo ele quer sempre mais
Do Planeta construindo futuro bem incerto.