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quarta-feira, 26 de setembro de 2018

O Homem no Planeta

O Planeta verá seu fim um belo dia,
morto pela ganância sem qualquer apelo;
pois o homem transformou-o num pesadelo,
em nome de alguma coisa que não se via.

Se há mal latente, o homem irá fazê-lo,
deixa o seu lixo diário onde não havia;
pois aquece atmosfera que antes fora fria,
já transforma-se em líquido o antártico gelo.

Não! Não tenhamos medo dalgum cataclismo,
como terremoto, tsunami ou furacão,
pois será o homem que nos levará ao abismo.

Porque esse energúmeno sem qualquer noção,
primata repleto de presunção e egoísmo,
é animal perverso como os demais não o são.

domingo, 9 de abril de 2017

O energúmeno

A natureza fala e um timorato escuta
Entretanto, não o faz o homem rebelado
A mata tropical de ramagem hirsuta
É vítima da motosserra e do machado.

Pois o energúmeno homem de força bruta
Se julgando dono absoluto emancipado
Ele desmata, se achando criação astuta
Então sai contando o dinheiro arrecadado.

Homo sapiens, um bandoleiro impassível
O qual só dá valor à própria liberdade
A todo crime que faz, riso indefinível.

Porque só crê e admite a sua própria verdade
Quer seja ela pequena, quer seja terrível
Vai destruindo o mundo por banalidade.

quarta-feira, 22 de março de 2017

22/03 Dia mundial da água

Há um bem que seu valor não se pode medir
Onde escasseia nos mostra a falta que faz
Jaz no solo, ou vive nos rios a fluir
E de transformar a nossa vida é capaz

É a água, esse líquido tão comum e vital
Dado que sem ele não existirá vida
Implica que é tremendamente especial
Assim, sem água não temos qualquer saída.

Dia virá que a poluição deste Planeta
Atinge toda a água que nos dá sustento
Água podre será nossa brutal grilheta.

Graças aos viventes está perto o momento
Uns malucos a tentar água de proveta
Agora, num Planeta em desmoronamento.

quinta-feira, 9 de março de 2017

Homem, virus do Planeta

Ouço das árvores e dos animais, as vozes
Que desejam que saibamos suas agruras
Nada de lamentações nem gritos atrozes
Apenas tristes visões de suas vidas futuras.

Árvores milenares que vivem nas florestas
Percebem destruição que impõe o homem
Como a perpetuar falsas alegrias e festas
O machado e serra atuam e matas somem.

Extermínio do ambiente e próprios animais
Faz deste Planeta mais feio futuro deserto
O Homo sapiens desrespeita os não iguais.

Por arrogância e cegueira diz estar certo
Mas por egolatrismo ele quer sempre mais
Do Planeta construindo futuro bem incerto.

quarta-feira, 1 de março de 2017

Homo stultus

O riacho, à terra por onde ele em paz corria,
Balbuciava murmúrios de águas tranquilas:
A relva por aquela umidade mostrava alegria
Pois saudável era a vida nos campos e vilas.

O vivo equilíbrio natural no campo grassava.
Mas isso até que homem ali viesse, contudo
A relva desapareceu e o riacho ficou mudo
Como se um vulcão tivesse soltado sua lava.

Com certeza ali se percebia algo muito ruim
Terra arrasada por energúmeno bem brutal,
Que arrogante fazia questão: eu sou assim

Eu sou o sal da terra, acho tudo isso natural
Tenho tudo que quero, nada depois de mim
Da natureza sou um devastador muito mau.

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2017

Fim dos tempos


Veja a mata, a pouca mata que resta
Lá piavam aves e um rio corria
Nesse ambiente alguma cotovia
Tinha morada no antro da floresta.

Pavor do desmate se manifesta
Num leito seco onde rego havia
Em nada lembra a antiga alegria
Quando fauna e flora faziam festa.

Digo: a humanidade tem solução?
Homo sapiens, Midas ao contrário
Transforma em caca tudo que põe a mão.

Ao invés de criar, desmonta o cenário
E a linda natureza ele diz não
Age como um semideus arbitrário.

segunda-feira, 5 de setembro de 2016

Quando o homem faz merda


O bicho homem teima em intervenções
Que, em desastre acabam comumente
Sem teimosia, estultice e burras ações
A natureza seguiria seu curso à frente.

A evolução darwiniana, sempre perfeita
Põe cada ser do Planeta em seu nicho
Portanto é claríssima a natural receita
Tudo em seu lugar seja planta ou bicho.

Mas o Homo sapiens, perfeito trapalhão
Vendo-se esperto, as cartas embaralha
Redistribui os seres na maior confusão
E depois de fazer a caca joga a toalha.

Quem paga conta é a próxima geração
Quando a natureza perder essa batalha.

sexta-feira, 5 de junho de 2015

Catastrofismo

05/06 - Dia do meio ambiente

Depois que a natureza criou a vida
Instalou o Homo sapiens ali no meio
Agora tudo bem, missão cumprida!
Mas o homem não disse a que veio.

Unidos bichos e plantas em seguida
Nunca se desvirtuaram, assim creio
Dividiam o espaço em razão contida
Indiferentes sem qualquer manuseio.

Ali era um paraíso de larga avenida
Ladeada de árvores com sombreio
Dúvida não havia, farta era comida
Ouvindo-se dos pássaros o chilreio.

Mas homem não desejava harmonia
Ele se achava o dono desse pedaço
Insuflou morte e desdita onde queria
O dono sou eu, o que quero eu faço!

Assim morte da mata e esgoto fedia
Milhares de seres não deixam traço
Babaca, ele não percebe o que viria:
Inabitável Planeta de vida escasso.

E agora José, qual o próximo passo?
Nada restará dessa vida de única via
Tudo que existe conhecerá o fracasso
Em terra arrasada nenhuma ave pia.

À floresta


Em vão tu tentas entender uma floresta
Seja estudando ou fazendo sondagens,
Herméticas elas não te estendem fresta
São esquivas e etéreas como miragens.

Araucárias, taças esguias em uma festa
Árvores outras vivendo meio selvagens,
Que um mero madeireiro assim atesta
Torna belíssimas suas bravas imagens.

Há numa floresta perene força arrojada
Que confere a esse organismo florestal
A sentalidade de quem necessita nada.

Reconheçamos, é ente transcendental
No planeta há milhões de anos fincada
E que tornou-se boa no mais alto grau.

segunda-feira, 3 de novembro de 2014

Quando o homem faz merda


O bicho homem teima em intervenções
Que acabam em desastre comumente
Sem teimosia, estultice e burras ações
A natureza seguiria seu curso à frente.

A evolução darwiniana sempre perfeita
Põe cada ser do Planeta em seu nicho
Portanto é claríssima a natural receita
Tudo em seu lugar seja planta ou bicho.

Mas o Homo sapiens perfeito trapalhão
Vendo-se esperto, as cartas embaralha
Redistribui os seres na maior confusão
E depois de fazer a caca joga a toalha.

Quem paga conta é a próxima geração
Quando a natureza perder essa batalha.

quarta-feira, 18 de setembro de 2013

Limerique



Natureza diz: olhe e usufruas
Conserve, curta, mas não o destruas
Se vives nesse Planeta
Não o trate com falseta
As coisas que nele têm não são suas.

sábado, 21 de janeiro de 2012

terça-feira, 10 de janeiro de 2012