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sexta-feira, 21 de setembro de 2018

Dia da árvore

Ilustração da internet

Eis que, tenho formato  duma rasa taça,
a minha carne  aos viventes dá  dinheiro,
a floresta  sem eu não tem  alguma graça,
porém sou derrubada sempre por primeiro.

Ser árvore mais formosa de toda praça,
não me liberta do  lenhador intrigueiro;
ao contrário, todo  madeireiro  me caça,
abatida por   madeira no mundo inteiro.

Dessa maneira agora passei a ser escassa,
transformada na lenha para  tal fogueiro,
vítima   duma  sanha   que  jamais  passa.

Acossam-me na mata através de sendeiro,
pra  fazer  papel  me  diluem  na  potassa,
portanto sabem agora, sou o bom Pinheiro.

domingo, 19 de agosto de 2018

A minha floresta



Floresta ombrófila por sobre montes onde,
oculta-se a gralha, e o verde transuda orvalho;
segue piando o mutum e o socó responde,
enquanto observa o assum do alto do galho.

O calor do sol não trespassa a tua fronde,
as folhas, às aves fornecem agasalho,
o carrascal fechado seus preás esconde,
e meu olhar pasmo, pelos esconsos espalho.

Minha floresta, aqui tenho dias felizes,
então ao vê-la quase intocada assim, exulto!
em que pese algumas feias cicatrizes,
marca registrada do tal homem estulto.

Desejo-lhe: mantenha sólidas as raízes,
talvez, o humano, um dia, pare o insulto.

sábado, 30 de junho de 2018

Minha floresta


Ah! minha floresta ombrófila, tão sombria,
que, por partes, sucumbiu ao maldito machado;
sem que se ouvisse nenhum reclamo, um brado,
que nós a percorríamos quase em ramaria.

Catávamos os pinhões da araucária sadia,
na floresta que orlava nosso povoado;
sob aquele dossel refrescante e fechado,
enquanto cada árvore para nós sorria.

Agora já não és como fora: sonora,
porquanto sumiram todos os passarinhos,
então tornou-se muito triste a tua aurora.

Lembro dos filhotes piando em seus ninhos,
aquele canto que melodioso de outrora,
que, por certo seguiram por outros caminhos.

segunda-feira, 8 de janeiro de 2018

Um dia qualquer

Quando de manhã acordo
E sinto aroma das flores
Percebo que estou a bordo
Desta nave de candores.

Agradeço o mundo ledo
De florestas e de ninhos
Que nunca guarda  segredo
Do canto dos passarinhos

Pois enxergo só candura
No voo da passarada
Que sobe àquela altura.

Sou errante da estrada
E sem alguma frescura
Que fere o ar com risada.

terça-feira, 12 de setembro de 2017

Floresta

A floresta, as vezes convida, eu me avio
Odor da mata, raízes, folhas, luz, rama
Verdor brilha e piam aves na beira do rio
Aquele encanto todo, sedutor, me chama.

Um simples farfalhar, como fosse pavio
Que me aciona dum salto sair da cama
E, pela janela, enxergo a mata, arrepio
E, minha mente, um passeio já programa.

A floresta me encanta, me recolhe e fala
Pois faz parte doutro mundo, doutro universo
Mas, por comparação, do planeta é sala.

Porém, é onde construí meu melhor verso
Onde minha criatividade abre e estala
E fico eu em mudez estática imerso.

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2017

Fim dos tempos


Veja a mata, a pouca mata que resta
Lá piavam aves e um rio corria
Nesse ambiente alguma cotovia
Tinha morada no antro da floresta.

Pavor do desmate se manifesta
Num leito seco onde rego havia
Em nada lembra a antiga alegria
Quando fauna e flora faziam festa.

Digo: a humanidade tem solução?
Homo sapiens, Midas ao contrário
Transforma em caca tudo que põe a mão.

Ao invés de criar, desmonta o cenário
E a linda natureza ele diz não
Age como um semideus arbitrário.

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2017

O mal é o homem


É mais uma cobrança que a floresta faz
A mataria, pelo ser humano aviltada
Febre amarela, desativada lá atrás
Em rápido surto dizimou a macacada.

Bastou que bicho homem fizesse cagada
Retirando árvores que viviam em paz
E febre chegou tal como quem não quer nada
Atacou bugios, homens de modo voraz.

Mas, felizmente, isso tudo tem solução
Assim, vamos todos procurar a vacina
Risco nenhum tem,  e salva uma multidão.

Então vamos ao Posto logo ali na esquina
Lá, depois de vacinado o homem fica são
Apenas saiba, micos sofrem mesma sina.

domingo, 5 de fevereiro de 2017

Na floresta

Na floresta existe certo silêncio oculto
Na forma de certa imanência primitiva
Que, sendo constatado, nossa alma cativa,
E a mente se vê liberta de crime inulto.

Sendo coisa esconsa, dum assomado vulto
A qual a nossa abelhudez no entanto aviva
Então, dalgum pensamento claro nos priva
Nos parecendo que não ouvi-lo será insulto.

Porém, essa mágica é a própria floresta
Que contém um quezinho de pirlimpimpim
Que nos obrigar enxergar por uma fresta.

Pois alguma coisa tão encantada assim
Será de homenagear com uma festa
Contudo, uma floresta é meio, não um fim.

quarta-feira, 1 de junho de 2016

Camaleando



Se você olha no meio da floresta
Mas nada vê, enxerga ou atesta
Será o camaleão possivelmente
Camuflado, do galho indiferente.

O bicho escondido é fenomenal
Há quem confunda com vegetal
Mas é tão somente um disfarce
Que lhe impede qualquer realce.

Ele se alimenta de muitas cores
Que o tornam parte do ambiente
Que lhe impedem de sentir dores.

O camaleão um bicho inteligente
Não será encontrado onde fores
Pois oculto faz parecer ausente.

terça-feira, 19 de janeiro de 2016

Que bicho sou eu?

Tenho parente asiático e americano
Venho da África da floresta da Guiné
Pois dizem que meu primo é humano
Como qualquer homem João ou José.

Mas parece que isso soa meio insano,
Como invenção de desocupados até.
Entretanto, esse bípede é meu mano
Afirmo, assino, reconheço e ponho fé.

Diferente dessa gente que anda a pé
Ando pelos altos galhos, salvo engano
E quem me observar saberá como é.

Porquanto na floresta eu dou um olé
Sou um bicho antropoide quadrímano
Conhecido mundialmente: chimpanzé.

terça-feira, 5 de janeiro de 2016

Que bicho sou eu?

O mundo aqui em cima devagar passa
Devagar e constante a melhor premissa
Julgando que quase ninguém me caça
Subo carregando a minha macia peliça.

Viver vagarosamente, saibam, é massa!
Só me alimentando de folhas de hortaliça
E nada haverá portanto que aqui se faça
Que minha vontade de não acelerar atiça.

Se o caçador vem atrás de mim, embaça
Porque ele é persistente naquela cobiça
E nesta floresta a fauna se torna escassa.

Sou o mamífero que não entra nessa liça
Onde qualquer bicho selvagem se enlaça
Da ordem Folivora, sou o bicho-preguiça.

sexta-feira, 11 de setembro de 2015

Que bicho sou eu?


Veja, meu comprido cabelo cai na testa
Vivo nas savanas onde as presas estão
Erva como alimento pra mim não presta
Se encontro gazela dou o maior corridão.

E adoro, durante o dia, fazer minha cesta
Porque as fêmeas sabem que sou patrão
E providenciar nossa comida a elas resta
Então comigo não tem desculpa ou senão.

Meu porte majestático, minha fama atesta
Por onde pomposo ando, causo admiração
Bicho que se preza quando passo faz festa.

Porque se assim não for, derroto o poltrão
Porquanto todos sabem sou rei da floresta
O mais imponente bicho, eu sou o rei leão.

domingo, 5 de julho de 2015

Acróstico


Tem épocas de muito trabalho duro
E outras de festas, de brincadeiras
Mas pra que permanecer no escuro
Porquanto existe mês de fogueiras?

O mês de junho tem brilho, asseguro
Deixa animadas as pessoas festeiras
Empenhadas num homenagear puro
Fogueira de São João a noite inteira

O que era alegre, hoje o é nem tanto
Gastar madeira oriunda das florestas
Um crime ecológico digno de pranto
Então, como iluminar nossas festas?

Incinerar a mata jamais, eu garanto
Recorrer a mata plantada nos resta
Assim um olho na lei outro no santo.
Seguindo caminho da pira honesta.

sexta-feira, 5 de junho de 2015

Catastrofismo

05/06 - Dia do meio ambiente

Depois que a natureza criou a vida
Instalou o Homo sapiens ali no meio
Agora tudo bem, missão cumprida!
Mas o homem não disse a que veio.

Unidos bichos e plantas em seguida
Nunca se desvirtuaram, assim creio
Dividiam o espaço em razão contida
Indiferentes sem qualquer manuseio.

Ali era um paraíso de larga avenida
Ladeada de árvores com sombreio
Dúvida não havia, farta era comida
Ouvindo-se dos pássaros o chilreio.

Mas homem não desejava harmonia
Ele se achava o dono desse pedaço
Insuflou morte e desdita onde queria
O dono sou eu, o que quero eu faço!

Assim morte da mata e esgoto fedia
Milhares de seres não deixam traço
Babaca, ele não percebe o que viria:
Inabitável Planeta de vida escasso.

E agora José, qual o próximo passo?
Nada restará dessa vida de única via
Tudo que existe conhecerá o fracasso
Em terra arrasada nenhuma ave pia.

À floresta


Em vão tu tentas entender uma floresta
Seja estudando ou fazendo sondagens,
Herméticas elas não te estendem fresta
São esquivas e etéreas como miragens.

Araucárias, taças esguias em uma festa
Árvores outras vivendo meio selvagens,
Que um mero madeireiro assim atesta
Torna belíssimas suas bravas imagens.

Há numa floresta perene força arrojada
Que confere a esse organismo florestal
A sentalidade de quem necessita nada.

Reconheçamos, é ente transcendental
No planeta há milhões de anos fincada
E que tornou-se boa no mais alto grau.

segunda-feira, 22 de julho de 2013

Limerique



Minha bandeira embora em riste
Mas contra bandalheira não resiste
Brasileiros em festa
Derrubam a floresta
Então esse crime me deixa triste.

domingo, 21 de julho de 2013

Limerique



Nesta nação que político não presta
Muitos se fodem poucos fazem festa
Em Brasília, o sal da terra
Noutro lugar o povo se ferra
Na Amazônia derrubam a floresta.


domingo, 21 de outubro de 2012

segunda-feira, 23 de julho de 2012

sábado, 14 de julho de 2012