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quinta-feira, 9 de agosto de 2018

Os mistérios do universo

A contemplar o infinito, fico parado,
então, mesmerizado no solo me vejo;
imaginando certo desfecho adequado,
o qual abarque a definição de sobejo.

Pois universo é maior do que contado,
e entende-lo é apenas o que desejo;
neste mecanismo lógico e delicado,
que desafia nossa mente e traz ensejo.

E, desde sempre, tais mistérios nos consomem,
talvez, por envergarem tamanha grandeza,
sólida, elevada a tão alto patamar.

De modo a tornar-se um objetivo do homem,
medir e calcular com exata presteza,
só que os olhos não conseguem desvendar.

terça-feira, 10 de julho de 2018

Pastichando Olavo Bilac

Radioastronômo, ouve estrelas por certo,
porém, ignorando tudo delas, no entanto;
mas algum astrônomo que se acha esperto,
se soubesse o que ouve o vate teria espanto.

Então, observando a negra noite, enquanto,
mantém aquele seu radiotelescópio aberto;
o vate, à mesma estrela oferece pranto,
pregando rima e versos em pleno deserto.

Portanto, direis, quem tem razão caro amigo,
quando cada um busca somente o seu sentido,
e ao outro dedica desdenhoso: nem ligo!

E ninguém jamais será capaz de entende-las,
quer as tenha visto quer as tenha ouvido,
porque é loucura definir as tais estrelas.

segunda-feira, 5 de março de 2018

Sonhar é preciso

E desta Terra homens são senhores,
mirando   para   regiões   celestes;
como a observar no céu lindas flores,
sonham expandir para além seus lestes.

Fazem foguetes com grandes motores;
querem descobrir regiões agrestes;
onde, pensam, haverá esplendores
onde eles precisam de novas vestes.

Percebam! Está pequeno este mundo,
naveguemos no universo profundo,
descobrindo mais pra outras gerações.

Humanos! A natureza é uma!
então, manter as mesmas leis costuma,
por que não seguir nossas previsões?

sábado, 10 de fevereiro de 2018

Cosmos

Lá onde distâncias são infinitas,
eivadas de segredos inefáveis,
de muitos eventos imponderáveis
e certas verdades jamais são ditas.

Enquanto na Terra as almas aflitas
observam horas intermináveis,
essas tais lonjuras insondáveis
em busca de galáxias proscritas.

Quando há descoberta, vem espanto,
que aos homens assombra, portanto.
Contudo, acalentando novos sonhos

que vagueiam nesses aglomerados,
cogitando se serão conquistados
por seres humanos, assim bisonhoS.

terça-feira, 26 de dezembro de 2017

E la nave va...

Rumando às estrelas, a astronave
Cheios de orgulho pela conquista
Reunidos, homens em ledo conclave
Têm exploração dos Cosmos em vista.

Será que eles conhecem os entraves?
Quando o astro visado, tanto dista
De entremeio tantos óbices graves
Que saturam essa comprida pista?

Sonhadores, eles têm esperança
Mais que todos, enxergam o futuro
E se não for sério o projeto dança.

Então, o que fizeram está seguro
É como navegar em maré mansa
Talvez como transpor um velho muro.

quinta-feira, 5 de outubro de 2017

Insondável

Universo na sua invejável constância
Sem arestas descontínuas e esquinas
Surpreende as nossas vítreas retinas
Por aquelas magnitudes e distância.

Olho do Hubble a mirar essa estância
Vai abrindo ao mundo suas cortinas
Cientistas pois no interior das oficinas
Mantêm-se em atividade e vigilância.

E, embora o salto dado na sapiência
Aumento fantástico nalgum poderio
Ainda falta muito para nossa ciência
Deste mistério descobrir ponta do fio.

Portanto, há que ter muita paciência
Pra preencher na mente esse vazio.

domingo, 20 de setembro de 2015

Buraco negro


Quando ouso pensar, o Infinito se levanta
O cosmo, com galáxias que metem medo
Cuja magnitude astronômica parece tanta
Que, embasbacado, eu permaneço quedo.

Tão grande este universo na ponta do dedo
Que a qualquer imaginação menor espanta
Por conter em seu esconso algum segredo
Que tudo que pudermos conceber suplanta!

Mas com laico pensamento o infinito invado
Meu vaidoso peripatetismo assim determina
Trago para o racional esse tal Indeterminado.

Transpor horizonte de eventos é minha sina
Ante conglomerado galáxico não fico parado
Sou o buraco negro que mora ali na esquina.

sábado, 15 de novembro de 2014

Soneto-acróstico A xereta


Coriscando na vastíssima escuridão
Avança reta, célere a sonda Rosetta
Riscando vácuo sem aceitar um não
Obtusa, muito solitária é essa xereta.

Não há para ela obstáculo nesse vão
Ainda que pareça objeto de opereta
Nos confins do universo é que estão
Os mistérios de um tão velho cometa.

Continua a sonda nessa tenaz missão
Ouvindo ruídos os quais não são treta
Mas teimosa nada teme, nem apagão.

Enfim pousa mas não atraca a lanceta
Torna-se pois uma incógnita de plantão
Apenas três pernas a mantém cambeta.

sexta-feira, 14 de março de 2014

Astrofamília


Este sol que puro brilha sobre a Terra
É o mesmo que por milhões de anos
Criou a vida que o Planeta encerra.
Criou o homem e seus desenganos.

Este é o astro que vive durante o dia
E que a noite dorme sono dos justos
Pois enquanto dorme a Lua alumia
A paisagem morna com luar augusto.

O sol tal qual mãe dedicada e zelosa
Cuida da Terra como fosse uma filha
Orbita no firmamento um tanto prosa

Enquanto o Planeta segue sua trilha
E com Lua prata também se entrosa
Pois no céu todos são uma só família.

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012