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terça-feira, 27 de dezembro de 2016

Insônia

E vou dormir sobre minha própria história,
Relaxando trâmite de meu pensamento
Em travesseiro de esquecer o momento,
De silenciar a voz desta minha memória.

Sei que nesta vida nem sempre há vitória
Muitas vezes todo ganho se perde ao vento
Então, aqui permaneço assaz sonolento
Vou pensando quando, e se há escapatória.

E vejo bailando no ar sombras e imagens
Nada que tenha um significado pra mim
Apenas assombrações, talvez visagens.

As quais passam aquela impressão ruim
De alucinações, transtornos e más viagens
Anunciando que está bem próximo o fim.

quarta-feira, 22 de junho de 2016

Frio é foda!

Até os ossos doem agora de tardinha
A idade somando-se ao frio: cansaços
É cruel a idade, o inverno se avizinha
Não vou acolher a geada nos braços.

Frio era benvindo se pouca idade tinha
Agora, francamente, afetos são lassos
E, para aquecer, edredons e abraços
Nada igual uma cama bem quentinha!

Durante o dia um bom capote e touca
Tomar chimarrão por qualquer ensejo
Então, até rio daquele que ri de mim.

Pois a saudade do verão não é pouca
E fazer qualquer atividade não desejo
Ver tevê tomando chazinho de jasmim.