Mostrando postagens com marcador Insônia. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Insônia. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2017

Noite atroz

O dia se vai, em consequência anoiteço
A noite está lá fora como dentro de mim
E angústia do anoitecer é só o começo
De uma insônia que parece não ter fim.

E meandros de Hipnos devagar eu teço
Uma fila de carneirinhos saltando assim
Naquela associação que não tem preço
Vou contando um a um, tintim por tintim.

Contudo a noite sendo infinita, continua
Independente de quando aparece a lua
Sinceramente, não sei o que ela me faz.

Porquanto, essa noite é minha inimiga
Não diz a que veio enquanto me intriga
E, indormido, continuo procurando paz.

terça-feira, 27 de dezembro de 2016

Insônia

E vou dormir sobre minha própria história,
Relaxando trâmite de meu pensamento
Em travesseiro de esquecer o momento,
De silenciar a voz desta minha memória.

Sei que nesta vida nem sempre há vitória
Muitas vezes todo ganho se perde ao vento
Então, aqui permaneço assaz sonolento
Vou pensando quando, e se há escapatória.

E vejo bailando no ar sombras e imagens
Nada que tenha um significado pra mim
Apenas assombrações, talvez visagens.

As quais passam aquela impressão ruim
De alucinações, transtornos e más viagens
Anunciando que está bem próximo o fim.

quarta-feira, 30 de dezembro de 2015

Insônia


Acordada e insone a noite se questiona:
Ninguém para apreciar estrelas comigo
Os grilos até encerraram sua maratona
Infeliz me sinto, nem mesmo um amigo.

Tenho que acordar o sol, mas não agora
Então para passar o tempo o que resta?
Fazer de orvalhos soníferos, um coquetel
Ou assumir que minha insônia é honesta?

Ironia é que até o girassol está dormindo
Deixando-me só com caixa de lápis de cor
Ouço o corvo negro bem devagar saindo
Recordo-me que existência é  sempre dor.

Meu abajur constrói aquele arco-íris lindo
Imperativo depois que esta Selene se por
Rápido me despeço; boa noite estou indo.

sábado, 30 de maio de 2015

Ao Morcego


Meia-noite, e eu no meu quarto insone
De repente, agarrado no teto, o morcego
Nada que minha coragem me abandone
Ou que viole o refúgio deste aconchego.

É quase ave que mama quando novo
É bicho voador bem prá lá de estranho
Voa, mas não tem penas nem bota ovo
Entretanto feio, causa espanto tamanho.

Num gesto libertário, abro minha janela
E olhar para escuridão lá fora eu o vejo
Uma vontade de cair na noite o atrela
Se vai esse avoante num último bocejo.

Animal sestroso, seu intento não revela
Invadir meu quarto foi somente gracejo.