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segunda-feira, 15 de outubro de 2018

Esse tal de cero mano

A humanidade segue, apesar dos pesares,
pois não existe no mundo, animal tão estulto;
o tal Homo sapiens que causa tumulto,
mono que dominou as terras e mares.

Único vivente que faz guerra a seus pares,
arrogante, se diz inteligente e culto;
na verdade não passa de verme insepulto,
que vem praticando más ações aos milhares.

E não há no Planeta abrigo que te esconda,
ou, neste universo, qualquer porta que se abra,
és um risível energúmeno nato.

E teu fim trágico certamente te ronda,
expectante tenaz, numa dança macabra,
é a ceifadeira que findará teu mandato.

quinta-feira, 27 de setembro de 2018

Futuro do homem

Ser humano, primata de muitas vaidades,
que  se vê  como  verdadeiro  sal da  terra;
supra  sumo   da  sabedoria,  nunca   erra,
diz-se  vero criador das próprias verdades.

Pois  sua mente  ápice da criação  encerra,
sua  inserção no  Panteon  das potestades;
com intenção de conquistar as divindades,
mas, no fundo, profícuo fazedor de guerra.

Nadando de braçadas na sua arrogância,
este  energúmeno  vai  se  achando  o  tal,
e  nunca  esconde, maldade nem ganância.

E  sequer  pensa  como  vai  ser  seu final,
perdido  em  júbilos  nesta  fria  jactância,
porém, no futuro este asno vai se dar mal.

sexta-feira, 3 de agosto de 2018

Quero...

Pois quero ver esta natureza reflorir,
e que não seja evento efêmero de instante;
que, no entanto, deixe o Planeta tão brilhante,
e nós, gente simples, alegres a sorrir.

Até quero este mundo eivado de surpresa,
onde a felicidade em todos nós aflora;
e cada um estará contente aqui, agora,
certo que vida feliz é sua riqueza.

Contudo, eu quero bastante mais ainda,
que o Homo sapiens saiba como se faz,
para tornar a felicidade bem vinda.

Quero que a humanidade seja capaz,
de, numa solidariedade pura, linda,
mostre o caminho certo que leva à paz.

domingo, 22 de julho de 2018

Humanos prá que?

Por que tu vives, ó humana criatura,
se só desatinos pelo mundo pratica;
da natureza não sabes fazer leitura.
portanto, destrói seres apenas por nica?

Será que aquilo que te falta é cultura,
ou és somente chato fazedor de futrica;
envenenado de ódios por essa altura,
e então argumentos bestiais fabrica?

O Planeta seria melhor sem você,
fauna e flora, harmônicas e bem felizes,
mas, com sua presença morte é que se vê.

E nada segues daquilo que tu dizes,
sequer explicas razão e nem o porquê,
energúmeno! não à toa vives em crises!

terça-feira, 8 de maio de 2018

Nós e o tempo

Impassível, o tempo guarda as horas,
certo ter sobre elas mando absoluto;
impõe sobre nós os jás, os agoras,
e segue seu rumo reto, impoluto.

Mas rememorar os fados de outrora,
como para vive-los novamente;
será como abrir caixa de Pandora,
sem saber o que virá pela frente.

Porque não importa o que sinta ou pense,
o tempo implacável não está nem aí,
pois a vida pra ele, mero non sense.

Nem mesmo quando a vida te sorri,
e sempre acha que tudo lhe pertence,
tudo tira e nada dá para ti.

quinta-feira, 8 de março de 2018

Todo dia é da mulher

epois de tempos a luta ainda se trava
ndicando mundo infelizmente machista
A mulher, esta forte guerreira mui brava

eve ser vista por aquilo que conquista.
A mulher, na humanidade, seu nome grava. 

esmo que certos viventes achem que não
ngida, a mulher deve dizer a que veio
ogo veremos que por certo tem razão.
omem, compreenda, toda mulher é o meio
la nos conduz, como crianças, pela mão
ealmente desde que mamamos no seio.

sábado, 8 de julho de 2017

Um quase poema sem nenhuma noção


A ciência tem provado com seu condão
Numa perfeita fundamentada asserção:
Não houve Éden algum, Eva com Adão
Pois, sabemos, somos frutos da evolução
Da África, donde nossos ancestrais o são
Verificou-se, depois, fizeram migração
Rumando para todo e qualquer rincão
Dizem, na época, sequer eram milhão
Mas, mesmo poucos, muito se espalharão
E foi quando aconteceu a civilização
Porém, cada humano era um ser pagão
Daí, judeus inventaram a religião
Monoteísta e certa, por definição
Que deu origem a um messias cristão
No qual alguns creem, contudo, outros não
Depois, Maomé escreveu seu Al Corão
E, muçulmanos só querem revolução
Evento que carrega certa maldição
O qual, certamente, deve ter solução
Deixemos de lado toda resignação
 Ninguém confortável nesta situação
Para que não pereçamos todos, então
E os esforços do bem não sejam em vão
Pra mim, isso é briga dalguns sem noção
Afinal, cada homem não é nosso irmão?
Toda a humanidade se dando a mão
Fazendo entre homens a maior união
Extinguindo xingamento e palavrão
Só paz entre o living e velhaco porão
E, conversos, vamos viver em comunhão
Com um justo sentimento no coração
Um espírito puro, num destro corpo são
Provável, cantando uma mesma canção
Amando nosso semelhante de paixão
Prestando às crianças, boa educação
Sem tranca na porta, nem trava no portão
Sem dor ou tormento, que a todos animarão
Naturalmente firmes, com os pés no chão
Mas nenhum ídolo de barro adorarão
Doces beijos e abraços, assim de montão
E mesmo entre nababos com relés povão
Ricos com pobres numa mesma direção
Riso no rosto e muita paz pra doação
Assim, um Planeta melhor todos farão
Mormente seja neste mês de São João
Todos nós com direito à chimarrão
E, para cada humano a justa porção 
Mas, cana dura pra político poltrão!



segunda-feira, 26 de junho de 2017

Ideologia


A humanidade vai seguindo no cortejo
E sem questionar se deve ser destarte
Certa conformidade, neste jeito, vejo
Como se observasse do planeta Marte.

Sou homem, portanto, como ela, festejo
Cheio de orgulho digo: eu fiz minha parte
Porém, há distância entre fazer e desejo
A menos que a demanda seja baluarte.

Para onde irá humanidade e seu anelo
Sem que muito mais para todos se faça
E acabar com a guerra e o desmantelo
A qual extermina os viventes em massa?

A resposta não está na foice e martelo
Pois esta se fez autora dessa desgraça.

quarta-feira, 26 de abril de 2017

Massacres

Legaram exemplos e saber, os antigos
Sem os quais todas as civilizações somem
É a história, explícita conquista do homem
Do tempo que outros seres eram inimigos.

Foi no Crescente Fértil, com cabras e figos
Que, domesticados, até hoje se comem
Embora novas civilizações se formem
Trazendo novas visões e novos perigos.

Porém hoje a civilização apenas desce
À forma fixa por antigos não faz jus
Não obstante reclamos, apelos e prece.

Visto que matança dos iguais nunca cesse
Parece que, no fim do túnel não há luz
E intolerância no imo dos humanos cresce.

quarta-feira, 5 de abril de 2017

Aí vem o futuro


Minha esperança me obriga olhar adiante
Para avaliar se existe esperança à frente
Entretanto, parece, nada enxerga e sente
Que seja especialmente bom e flagrante.

Como agora, o futuro terá mal abundante
Cada humano potencial escroto demente
Cobrando o olho por olho dente por dente
Em alucinada sortida pelo mundo errante.

Como filme de ficção sem nenhuma ironia
Vivendo no mundo sinistro, absurdo, atroz
Que roubou a bondade, e deixou alma fria.

Ao perceber essa decrepitude perco a voz
Como pode um futuro sem alguma poesia?
Onde cada um, entre bilhões, estará a sós?

segunda-feira, 20 de março de 2017

É a vida?

Moribundo e engastado no último leito
Medita quieto sobre esta obscenidade:
Viver comedido e pregando a piedade,
Em todos seus gestos quis ser perfeito.

Mas o caminho do céu parece estreito
Consiste em disciplinar a humanidade
Pouco vale a mentira como a verdade,
Pobres os que creem naquele conceito.

Quando morte vem buscar as coitadas
Dizem que pelo céu foram convocadas
E cada uma, então, mostra-se serena.

Mas, acabam percebendo lentamente
Que foram logradas, como toda gente
E que o céu as julgará dignas de pena!