Mostrando postagens com marcador Juventude. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Juventude. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 17 de outubro de 2018

Comportamento

Às vezes, quando obstáculo me supera,
neste tão determinado caminho que ando;
e sem saber para onde vou, nem mesmo quando,
vivo cada estação, menos a primavera.

E no entanto, indiferente, continuo andando,
supondo que cada curva a frente é sincera;
e que posso voltar atrás, se assim quisera,
porquanto, minha vida está sob meu mando.

Sinto que desse modo foi na juventude,
porém, muito diferente é nesta velhice,
embora, seja vida eivada de virtude.

Bom é que, velho eu cometo menos tolice,
porque na mocidade, já fiz o que pude,
pois os anos nos acalmam, alguém me disse.

quarta-feira, 30 de maio de 2018

Velhice, idade da razão

Quando  a  leveza da juventude vai embora,
que  permaneça a boa saúde, quem nos dera!
mas,  velhice  nunca  permite,   como  agora,
só nos vêm os invernos, mas não primavera!

Permanecem tantas lembranças de outrora,
que nos parecemos muros repletos de hera;
ingerimos   remédios   de   hora  em   hora,
vivemos tempo enorme na sala  de  espera.

Sonhar  com vida melhor sequer  adianta,
pernas  pesadas, vista curta, o que se tem;
agrura no caminhar,  tão  danosa  e tanta,
que não desejamos tal coisa para ninguém.

Porém há vantagem: nada mais nos espanta
então, ser   livres  como  somos  nos convém.

terça-feira, 5 de dezembro de 2017

Não se é jovem para sempre

Dono do mundo, quando se é moço
A existência? vivaz e enlouquecida
Enorme avenida larga é a vida
Força nos músculos que é colosso.

Na juventude não existe fosso
Mente aberta na cabeça erguida
Bom humor frente a óbices da lida
Nada é prá sempre, tudo é esboço.

Contudo, quando chega certa idade
O viço se transforma em saudade
Pois os problemas bem maiores são.

Então, o que era doce se acabou
Das delícias da infância nada restou
À frente? ponto de interrogação.

sexta-feira, 28 de novembro de 2014

A idade ensina


Sei, sou velho, tenho mais de sessenta
E, sinceramente, ainda não sei qual cor
Será essa que à esta velhice apresenta
Se é uma matiz fria ou ardente de calor.

Mas no fundo tenho uma desconfiança
Não é amarela, vermelha ou alaranjada
Tampouco azul cerúleo ou até faiança
É cor bem neutra que representa nada.

Porquanto é outonal essa tal de velhice
Pois quem é velho parecer não deseja
E pouco importa o que por aí se disse
Nenhum velho quer do bolo ser cereja.

E se alguém diz que ser velho é chatice,
Talvez fique chato quando velho ele seja.