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domingo, 8 de outubro de 2017

O Mar

Há que reconhecer, tudo acaba na praia
O sólido, o etéreo e mesmo a essência
Até o oceano nessa magnificência
Não existe onda que na areia não caia.

O pôr-do-sol merece aplauso, não vaia
Veranistas o louvam na sua saliência
Porquanto na praia rei sol é eminência
Muito mais, até, que nossa própria Gaia.

Oceano, milênios muitos, atravessa
Mas constrói e desmancha continentes
E ninguém sabe onde termina ou começa.

Então, este mar que vemos tem insistentes
As marolas e ondas que trabalham a beça
Sequer no escuro da noite estão ausentes.

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2015

Soneto-acróstico


A maré e o mexilhão

Aonde o mar briga com o rochedo
Maré brava de extremada violência
Acode-lhe ao mexilhão ficar quedo
Resistir não lhe será boa tenência.

É obrigatório pois que o mexilhão
Encontre deveras um seguro nicho
Ou oceano com enorme vagalhão
Mata solenemente distraído bicho.

Apesar da maré num jeito brusco
Rasar os seres delicados e fortes
Incluindo até um rochedo farrusco.

Sabendo como livrar-se da morte
Conquista a maré esse molusco
Opondo-se que mar a vida aborte.

quarta-feira, 23 de novembro de 2011