O ano inteiro, de janeiro a novembro
Move-se o mundo em rítimo normal
E das festas finais sequer me lembro
Só que chega dezembro vem o natal.
Dia que toda a família, cada membro
Obedece aquela redenção comercial
E como que não havendo o setembro
Sai da conformidade a dar com o pau.
Tudo vira presente, tudo vira messe
Risos, comemorações e falsa alegria
E como dívida em janeiro não tivesse.
Só que enquanto quase toda gente ria
Sob essa falsidade instala-se estresse
Então vale a pena gastar energia?


