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segunda-feira, 8 de outubro de 2018

Saudade de Palmeira




Que mais quero, que aqueles bosques sombrios,
que tais descampados verdes e deslumbrantes;
ou que colinas transformadas em mirantes,
e florestas frescas com aves e bugios?

Pinheirais fechados, refúgios dos amantes,
vacas à sombra ruminando seus fastios;
marulhar de simples corredeiras nos rios,
e tudo exatamente como fora dantes?

Pois é a Palmeira que me visita no sono,
onde de ingênuo menino me fiz homem,
e nunca me senti rei, nem ocupei trono.

Lá não existe ouro, diamantes ou jade,
contudo, vida de qualidade lá tem,
e para mim só permanece uma saudade.

terça-feira, 22 de maio de 2018

Saudosismo



Me vejo o menino tolo de outrora,
que cria em duende e feiticeira;
era quando brincava a qualquer hora,
gozando a vida na minha Palmeira.

Gostava de ver no campo as flores,
inocência e bucolismo um quanto;
a que lembrar infância sem dores,
e o mundo lá fora verdadeiro espanto.

Uma Palmeira dos meus verdes anos,
ou criação duma mente saudosa,
a qual constrói fantasias e enganos?

Palmeira, a enxergo mui carinhosa,
nos acolhedores espaços urbanos,
Cidade Clima, imponente e formosa.

quinta-feira, 30 de novembro de 2017

Em Palmeira

Imagem da internet - from Foursquare

Na velha praça, vistoso repuxo
Inaugurado no fim de agosto
No topo, rindo, anjinho gorducho
E, certa blague, no ridente rosto.

E lembre-me que depois do sol posto
As luzes lhe davam um certo luxo
Tal como decoração de bom gosto
Talvez dalgum arquiteto bem bruxo.

Luz brilhante o nosso riso fazia
Uma luz que convidava à poesia
Então não representava perigo.

Pois éramos infantes deslumbrados
Que pasmos permaneciam calados
Adorando aquele repuxo amigo.

domingo, 16 de julho de 2017

Minha cidade



Ó velho burgo, não há porque não te queira
Então não posso ocultar o meu sentimento
Porque você, minha namorada primeira
Sabe como me sinto e não o comento.

Foi você que me forneceu a alma viageira
E que nas dúvidas me dá algum alento
Sei que sempre está a espera, minha Palmeira
Que um dia me levará de volta o vento.

Nada mudou, você será como a recordo
E uma vez mais sentarei naquela praça
Um prazer, quando eu aí estiver a bordo.

Mágica, você nunca perdeu a sua graça
Com esta altivez eu sutilmente concordo
E, para abraça-la, não há o que não faça.