Ó velho burgo, não há porque não te queira
Então não posso ocultar o meu sentimento
Porque você, minha namorada primeira
Sabe como me sinto e não o comento.
Foi você que me forneceu a alma viageira
E que nas dúvidas me dá algum alento
Sei que sempre está a espera, minha Palmeira
Que um dia me levará de volta o vento.
Nada mudou, você será como a recordo
E uma vez mais sentarei naquela praça
Um prazer, quando eu aí estiver a bordo.
Mágica, você nunca perdeu a sua graça
Com esta altivez eu sutilmente concordo
E, para abraça-la, não há o que não faça.
