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sexta-feira, 19 de outubro de 2018

Aroma que vem de você

Tenho nítida impressão que cheira a jacinto,
aquele mágico perfume que tu exalas;
pois quando você adentra, na hora eu o sinto,
antes de qualquer coisa, até das tuas falas.

Uma sedução de altíssimo grau não minto,
às claras, fascinando pessoas nas salas;
como fora certa dependência de absinto,
e cabeça, corpo e pensamentos embalas.

Se falarmos de aromas, tu és um jardim,
mixado dos eflúvios das flores mais belas,
rosas, azaleias, cravos, dália e jasmim.

Tanto olem estas, como perfumam aquelas,
numa exalação jamais antes vista assim,
um coquetel que desarma minhas cautelas.

quinta-feira, 10 de dezembro de 2015

À rosa


Porque disse o vate: uma rosa é uma rosa
Uma afirmação para sempre perfeita, pois
Na nossa vida real, nem assim tão airosa
Há muito mais coisas entre o já e o depois.

Assim aquela rosa que tão benvinda fora
Indicando que amor é sentimento especial
Saiu-se no fim tal como caixa de Pandora
Deixou perfume, adquiriu gume de punhal

E o que era sonho tornou-se um pesadelo
Recende a ódio a pétala antes perfumada
O que caloroso era esfriou a ponto de gelo.

Sozinho agora é tomar uma nova estrada
A fim de ser aquilo que não poderia sê-lo
Saindo no mundo sem querer mais nada.

sábado, 21 de novembro de 2015

Pastiche


Pois existe um perfume a pairar por ai
Que, sinceramente, não sei donde vem
Há no meu jardim algo que nunca vi?
Se não for de você, não é de ninguém.

Existe no horizonte um brilho estranho
Que, sinceramente, não sei o que será
Quando eu decifrá-lo sei que nada ganho
Melhor deixa-lo então do jeito que está.

Em silêncio os campos floridos percorro
Vagando liberto e solto como preto forro
Mas nada que encontro sequer me seduz

Porque em nenhum lugar encontro você
E sei também que você jamais me vê
Porque tudo é escuridão, me falta luz.

sábado, 23 de agosto de 2014

Outro pastiche

Pois existe um perfume a pairar por ai
Que, sinceramente, não sei donde vem
Há no meu jardim algo que nunca vi?
Se não for de você, não é de ninguém.

Existe no horizonte um brilho estranho
Que, sinceramente, não sei o que será
Quando eu decifrá-lo sei que nada ganho
Melhor deixa-lo então do jeito que está.

Em silêncio os campos floridos percorro
Vagando liberto e solto como preto forro
Mas nada que encontro sequer me seduz.

Porque em nenhum lugar encontro você
E sei também que você jamais me vê
Pois tudo é escuridão, me falta tua luz.