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segunda-feira, 1 de junho de 2015

À dor


Dor, esse aguilhão, quando vem, enluta
Então todo mundo um dia por ela passa
Pois quando chega, a resistência chuta
E faz beber sua vítima amargosa taça.

Há que sofrer porquanto esta vida é luta
Por mais que cavalo de batalha se faça
Amargo é o sabor que vem dessa cicuta
Que alcança você, eu, nós, toda a massa.

Talvez quando esse mundo todo agoniza
A dor mostre-se um sentimento sereno
Ela não veio para matar, somente avisa.

Contudo seu efeito jamais será pequeno
De seu privilegiado altar então profetisa:
Vem por ai aquela dose fatal de veneno!

quinta-feira, 3 de julho de 2014

Viveneno

Você, antítese da proverbial andorinha
Não traz verão, lhe acompanha inverno
Quando chegou não disse donde vinha
Mas certamente parece ser do inferno

Este seu olhar que por detrás me fita
Enfeitiça qualquer alma simplesmente
Lembrando, como todo mundo acredita
Que você carrega os ovos da serpente

Se é bom com você, bem melhor sem
Arrepio-me quando você se aproxima
Vai-te embora para sempre meu bem!

Além de tudo é pior que minha prima
Naturalmente pois a pergunta me vem:
Prá que serve nome que não dá rima?

segunda-feira, 7 de maio de 2012

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Hai kai veneno





Bebida
A velha cicuta
Outro Sócrates levou
Filha duma puta!






Sócrates

Bebeu amiúde
Sócrates o jogador
Acabou a saúde.





Sócrates
Que pena Doutor
Corinthians campeão
Sem “O torcedor”.

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011