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terça-feira, 24 de janeiro de 2017

Pensando

Esta tarde escorrendo por meus dedos
Enquanto, mudo, pras paredes falo
Dizendo-lhes porque calo meus medos
E porque sonhos na verdade embalo.

Frágil dentro, lá fora desafio
Pássaros vão desafiando o vento
A multidão na rua flui como rio
Então, para mim, guardo pensamento.

Derreto-me na tarde de janeiro
Esperando que passe o longo dia
Navego como trágico barqueiro.

Vendo a vida como muito não via
Caminhando triste neste sendeiro
Faço das minhas agruras, poesia.