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quarta-feira, 24 de agosto de 2016

Efêmera

E a vida heim! Parece que é eterna
Se não ligarmos pra ela, viveremos
Sendo otimistas, passemos a perna
Apenas é esta esperança que temos.

Entretanto, existe uma efemeridade
Fátua a existência que nos acomete
E de nada adianta a nossa vontade
Mais vive porém, quem pinta o sete.

E a ceifadeira está a nossa espreita
Rindo da ingenuidade que nos apraz
Indiferente se não lhe temos suspeita
Dia deste, a morte uma visita nos faz

A morte vem ao mundo fazer colheita
Dia e noite aos vivos não lhes dá paz
E qualquer ser que respira ela aceita.

quarta-feira, 6 de janeiro de 2016

Ao efêmero



A dialética é aquela ciência não exata
Há nela a ser desvendado um mistério
E se nenhuma coisa determina na lata
Remete-nos a pensamento mais sério.

Mas se a gota deslizando nos arrebata
É porque adotamos um diverso critério
Tanto que a hermética gotinha se mata
Indiferente às pessoas deste planisfério.

Cada evento tem seu palco nesta vida
Assim tal como se divide essa gotinha
Garanto que ela percebera ser querida.

Ou, talvez, nenhum propósito ela tinha
Tentando somente nunca ser percebida
Afinal nasceu, viveu e morreu sozinha.

domingo, 1 de novembro de 2015

Tempo

Talvez o homem na sua vã filosofia
Ignore que existe suprema entidade
Resultando daí que, parece, existiria
Apenas o tempo, ancho de maldade.

Nada talvez vem trazer tanta agonia
Impondo-nos a todos atroz realidade
Aquele vivente, bem logo morto seria
Deixando o tempo de fora a bondade.

O tirano tempo impõe a vida e morte
Tem tempo de sobra, o tempo algoz
E pouco está ligando prá nossa sorte.

Mudo e mouco não ouve a nossa voz
Pois somos fracos e o tempo é forte
Ousado e imponente não liga pra nós.

domingo, 15 de fevereiro de 2015

Soneto-acróstico


Assim, as vezes na nossa vida
Sob aquele sol que brilha então
Encaramos um óbice sem saída
Ficamos extáticos em confusão.

E na nuvem reparamos pouco
Mas a providência certamente
Espera não sejamos moucos
Retém aquele sol inclemente.

Imunes ao calor que aquecia
Devemos entender a analogia
Agora nasceu nova esperança.

Deixemos tudo seguir o rumo
E dessa vida bebamos o sumo
Sem o qual ninguém avança.

terça-feira, 3 de janeiro de 2012