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terça-feira, 19 de setembro de 2017

Manifesto

Que mais um vate neste planeta, poderia
Fazer para bem do mundo, eis que acrescento
Que não fosse somente poemas e intento
E uma espécie de contestação vazia?

Pois, enquanto o vate só faz a poesia 
Seja com concordância ou atrevimento
Seu modo de versejar assim, bem lento
Tem o condão de mudar a noite em dia.

E continuar a fazer poesia, quero
Porque, ao mundo é um grito de protesto
Grito lamentoso, embora claro e sincero.

Entendam, meu reclamo é o grito honesto
O qual, quanto mais berro, mais eu me supero
E apenas dessa forma eu me manifesto.

terça-feira, 22 de agosto de 2017

Lirismo, sincronia da natureza

O relógio do campanário emudece
O próprio tempo, parece, imobiliza
Como que ao céu, sobe uma prece
Que, solene, sua carência enfatiza.

Nos páramos, sopra vento solitário
Que desimpedido pelo chão desliza
O vento se entende desnecessário
Então, se transforma em mera brisa.

No entardecer a revoada de pardais
Os quais dão movimentos aos ares
Que púrpuro, tem brilho e tudo mais.

Uma quietude, apesar dos pesares
É sossego e calmaria transcendentais
O qual junta céu, nuvens, rios e mares.