Mostrando postagens com marcador Ruínas. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Ruínas. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 10 de setembro de 2018

Beleza interna

Toda manhã, contraste entra pela janela,
uma dolorosa verdade vespertina;
beleza sã que no fim do dia termina,
mas que desperta maior horror dentro dela.

Porque imperioso ciclo se revela,
que vai do nascer àquela fatal ruína;
que traz rugas e frescor da pele assassina,
transformando em baranga moça que foi bela.

Apesar das cirurgias, muito desgosto,
plásticas que só mascaram a sufoca-la;
sequer lembra como fora seu rosto,
e mesmo a dicção agora por vezes resvala.

Evita sair a céu aberto com sol posto,
sua formosura, só escultura de sala.

quarta-feira, 5 de julho de 2017

Futuro

Pós hecatombe, a terra dilacerada
Páramos nus riscados de fundas estrias
Escombros onde outra hora fora estrada
Lembrança daqueles vis dolorosos dias.

Logo, à primeira e descontraída mirada
Montes de ruínas onde houve galerias
Milhares de pessoas mortas, não contadas
Atestam tantos sofrimentos e agonias.

A bestialidade do ente aqui não mente
Ultrapassa em absoluto todo o racional
Ceifou o maldito de quebra o inocente.

Deste Planeta, o Homo sempre foi o mal
E ao troféu de campeão era pretendente
Em vez da paz fez guerra, quebrou o pau.