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quinta-feira, 3 de março de 2016

Finis

Quando eu sair desta para uma melhor
Quando meu corpo frio estiver na essa,
Tratem-no como fosse simples belchior
Porquanto sei que estarei longe à beça.

Então amigos, esqueçam a choradeira
O que ali veem, a um corpo se resume
Que me carregou por essa vida inteira
Mas melhor será se virado em estrume

Pois o que conta na vida são amizades
Que comigo trilharam o longo caminho
E que agora penso vão sentir saudades.

Então bebam por mim um copo de vinho
Ou libem de acordo com suas vontades
Pra que eu não me sinta assim sozinho.

domingo, 7 de junho de 2015

À morte


O medo de morrer, um frio na barriga
Noite insone, temendo fria escuridão
Fantasmas, pesadelos, há quem diga
Mas morte ceifadeira não é pura ilusão.

Há, porém, aquele mortal que não liga
Pensa, ao inevitável destino, dizer não
Topar com certeza da morte não instiga
Como a exigir da morte, sua absolvição.

Mas, um dia, todos estaremos na essa
E até negadores na mesma horizontal
Que à morte compraz de matar à beça.

Porquanto somos todos mortais, afinal
E falecimento é apenas fim que começa
Preço que se paga por ter nascido mortal.