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quarta-feira, 12 de setembro de 2018

O sonetista

Assim é leitor, um sonetista fecundo,
explorando, com habilidade, as frestas;
pois evitando, por vez, soluções funestas,
consegue versejar com mérito, e a fundo.

Na busca permanente do verso rotundo,
de, talvez, definições sinceras, honestas;
haverá que ter gosto por aquelas ou estas,
então, sem receio, representar o mundo.

E encontrar maneiras de falar aos povos,
naquelas suas variedades tão imensas,
mesmo a custa de vários acordos novos.

É coisa muito mais fácil do que tu pensas,
basta ter cuidado, não descuidar dos ovos,
comentários do leitor, serão recompensas.

terça-feira, 17 de abril de 2018

Soneto definitivo?

Por um  soneto  extremado me babo,
um que contenha a palavra certeira;
levando o  pensamento  na  esteira,
sendo  especial  ao  fim e ao  cabo.

Não poema que um outro torça o rabo,
mas  algo  intrigante  à  sua maneira;
que da mente do que lê abra porteira,
então   flagele  a   bunda  do  diabo.

Mas  fazer,  sinceramente,  não sei,
trilhando os caminhos ditos normais,
e  imagino  que  se  pudesse  era rei.

Ditando ao mundo minha própria lei,
porquanto   seria   um   vate  demais,
mas, por enquanto, isto anpenas sonhei.

terça-feira, 2 de janeiro de 2018

O soneto

Poeta? Não, mas uns versos cometo
Como uma marcha bem estruturada
Faço quatorze versos dum soneto
Que alinham uma coluna na estrada.

Vão juntos combinados dois quartetos
Que conduzem as rimas afinadas
Encerram a fila mais dois tercetos
Rijos e fulminantes como espadas.

Com decassílabos ou alexandrinos
Versos ritimados e cristalinos
De forma lúcida e sempre gentil.

As vezes se referem a quimeras
Também enaltecem as primaveras
E do autor vão traçando um perfil.

terça-feira, 17 de janeiro de 2017

O soneto

Há certa imposição no corpo do soneto
Algo que fascina, cativa e desafia
Porque essa modalidade de poesia
Aposta em modelo na forma de folheto.

As primeiras estrofes, rígidos quartetos
Uma parte integrante dessa anatomia
Não importa se de tristeza ou de alegria
Finaliza com conjuminantes tercetos.

Dentro desse notável arranjo final
Sem que lhe reste uma dúvida terminal
O tema será claramente esgotado.

Porque o soneto é estória bem contada
Despido dalguma rebarba, sem mais nada
Onde o sonetista encontra-se amarrado.

domingo, 2 de agosto de 2015

Tecendo soneto


Portanto quando um soneto começo
Geralmente não sei onde vou chegar
Porque musas inspiração então peço
Esperando um fechamento peculiar.

Minha rimas ao texto eu arremesso
Numa métrica confusa nada modelar
Penso que ao lirismo tenho acesso
Quando estou apenas a tergiversar.

Mas a meus leitores direi que assim
Cometo poesia moderna e sem peia
Pois, do contrário sou meio chinfrim.

Então peço desculpa a quem me leia
Porque esta poesia diz muito de mim
Faço soneto como tecendo uma teia.

quarta-feira, 13 de maio de 2015

Ao soneto

Soneto-acróstico

Sendo o soneto um verso enquadrado
Onde bem se espera estrofes perfeitas
Nada de muita invenção, tudo somado
Então caminha-se por sendas estreitas.

Tendo as regras que regem a seu lado
Assuma que estrofes devem ser feitas
Nenhum verso vai permanecer isolado
Desse modo, dissidências não aleitas.

O soneto porquanto acaba dando certo
Provando que quando fores persistente
Outro poema tu o fizeste muito esperto.

Retenha ímpeto e verseje mui contente
Apenas mantenha o pensamento aberto
Ínclito será este teu soneto a toda mente.

quarta-feira, 22 de abril de 2015

Soneto

Ora, se tem soneto me obrigo a lê-lo
Porquanto me seduz ele de montão
Será como esgrimir num raso duelo
E que vença o mais inspirado então.

Por não me saber poeta, é pesadelo
Pensar sequer em minha abstração
Porque meus versos são de atropelo
Ou de amador na mais pura acepção.

Entretanto faço saber a toda gente
Que não estou encarando a parada
E estou tentando tão simplesmente
Glosar essa criação assaz inspirada.

Mas juro, fico em extremo contente
De ler essa composição iluminada.

quinta-feira, 12 de março de 2015

Soneto-acróstico

Soneto vazio

Mas por que compor este soneto vazio?
Em que coisa alguma faz algum sentido
Um versar sem graça mas um tanto frio
Sem ele não imagino como tenho vivido.

O sonetinho não precisa parecer veraz
Nem tampouco todos leitores alcançar
Ele entretanto dever ser esperto capaz
Ter rimas corretas e sentido protocolar

Outra boa maneira de compô-lo porém
Vergastar os costumes do Pindorama
Assim mostrando o que não está bem.

Zoar daqueles que se batem pela fama
Indignar-se pelas iniquidades também
Ou concebê-lo descansando de pijama.

quarta-feira, 4 de março de 2015

Soneto-acróstico

Ao soneto 

Quase impossível passar despercebido
Uma frase de quatorze letras coerentes
Atiça minha emotividade e minha libido
Tanto que tento um poema consistente.

Ou talvez o próprio soneto interessado
Reacenda em mim alguma criatividade
Zerando o quer que eu tenha pensado
E induzindo ao lirismo minha vontade.

Logo rimas, métricas e ritmos procuro
Esperando compor um soneto sem par
Todo certinho, coerente e bem seguro.

Rápido, sem sequer um pouco pensar
Assumo que não poderá ser prematuro
Sendo, contudo, bem original e invulgar.

domingo, 8 de fevereiro de 2015

Soneto-acróstico Concretude


Sendo quatorze versos apenas
Onde as ideias um poeta coloca
Naquelas linhas assim pequenas
Enleia palavras como uma roca

Tão pequeno espaço entretanto
O alumbrado vate pois aproveita
Com certa economia um quanto
O aedo espera uma boa colheita.

Nesse estreito acanhado espaço
Cabe pois seu poema completo
Realidade, onirismo ou fracasso.

Então não lhe cabe ficar quieto
Terá que caber tudo no pedaço
O mais perfeito soneto concreto.

quarta-feira, 21 de janeiro de 2015

Soneto-acróstico


Se assunto interessante me inspira
Ou algum evento merece atenção
Nestes casos desensaco minha lira
E faço versos cheios de pretensão.

Tenho consciência: não sei poetar
Outros vates o fazem bastante bem
Apenas desejo ao lado deles estar
Ouvindo e rimando como convém.

Soneto são quatorze versos apenas
O que abordar um evento permite
Nem necessita construir uma cena.

E vou versando como fosse grafite
Tentando expor uma ideia plena
Ousando um pouco além do limite.

terça-feira, 20 de janeiro de 2015

Soneto-acróstico 14 letras

Quando frase ou nome eu deparo
Uma vontade me estimula a mente
Acolho como fosse momento raro
Talvez teor que faça leitor contente.

Ouso um acróstico produzir então
Rimas e métricas coloco no papel
Zoando se for o caso, na produção
Enquanto até levanto qualquer véu.

Liberto portanto minha imaginação
Então as vezes me sinto altruístico,
Tentando imaginar como sugestão
Resultado que não seja pernóstico.

Assumo, cometo ousada subversão
Simples, chamada soneto-acróstico.

sábado, 6 de dezembro de 2014

Concretudo

Soneto concretO
sOneto concreTo
soNeto concrEto
sonEto concReto

soneTo conCreto
sonetO coNcreto
soneto COncreto
soneto COncreto

sonetO coNcreto
soneTo conCreto
sonEto concReto

soNeto concrEto
sOneto concreTo
Soneto concretO.

quarta-feira, 9 de abril de 2014

Literatice

Não termo neutro que sentido oblitera
Mas palavra positiva no sentir e falar
Que quando estimulada como fera
A nós ataca diretamente na jugular.

Termo de solilóquio para mim já era
Palavra vazia de notação rudimentar
Pois da linha escrita mais se espera
Que um naturalmente mero versejar.

Há também linha cheia de quimera 
Porque para tudo se encontra lugar
Se real sentido assim não degenera.

Perguntamos então por que rotular
Quando se está escrevendo à vera
Não criando literatura espetacular.