domingo, 12 de fevereiro de 2017

Noturno

Noite, filha do mesmo pai mas, do sol rival
Também, guardiã do atro, e oposta a luz do dia,
Então tu nascestes do astro-rei em agonia,
Mas findará quando este voltar, afinal.

Ao menos, escondes tanto o bom como o mau,
Tal como obstando tudo com sua magia
Enquanto a luz, este Planeta desvaria,
Noite que acorda o noctívago bacurau.

Entretanto, tu vais adormecer também
Como deste negror estivesses cansada
E vais saindo, enquanto novo dia vem.

Daí desaparece como fosses um nada
Dormindo tão somente de dia, porém
Pois permaneceu desperta de madrugada.

sábado, 11 de fevereiro de 2017

O nada existe


Além da fímbria do Universo conhecido
Existe mais, muito mais que se imagina
Talvez negror tenebroso, ou névoa fina
Abrindo-se pro nada sem algum sentido.

Vácuo perfeito, em que tudo foi diluído
E sem explicação e qualquer visível sina
Sequer externalidade, mesmo pequenina
Ali não há início do que foi ou teria sido.

Mais importante, terrível imensidão
Onde qualquer vida nunca teve pulsão
Pois não há forma, não há matéria tampouco.

É o local onde nasce o tal tédio que mata
Como fora da natureza a eterna errata
Criação excêntrica de um ente louco.

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2017

Somos tudo

Peripatético, penso enquanto andando
E apenas sinto o mundo diante de mim
Mutável, este mundo que não era assim
Entre estes meus passos, continua mudando.

Ontem se fora, o agora, futuro esperando
Pedaços fundem no cenário de jardim
Num entrelaçar sem algum começo e nem fim
Mais parecendo certo coletivo, um bando.

Os quais obedecem leis e fases universais
Que rigorosamente não mudam jamais
Porquanto se moldam a um anterior rito.

Que desdobram eventos rigorosamente
Igual exatamente isto que a gente sente
Como a fazer parte do que está bem escrito.

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2017

Bodas


Valia até casaco vermelho nos anos 70

Pois, aconteceu há quarenta e três anos
Depois de dois anos de namoro normal
A Brandina e o Jair uniram os panos
Fizeram em Floripa, um casório formal.

Viajaram a Foz, de acordo com os planos
Sinceramente, este um passeio nada mau
Não houve óbices, tropeços ou desenganos
E a Brandina ganhou no cassino, afinal.

Vieram, no devido tempo, dois rebentos
E que hoje estão vivendo em outros países
Ensinamos que devem se manter atentos.

Portanto, nunca esqueceram suas raízes
Mas eles têm filhos em seus casamentos
E, parece, sabem onde põem seus narizes.

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2017

O mal é o homem


É mais uma cobrança que a floresta faz
A mataria, pelo ser humano aviltada
Febre amarela, desativada lá atrás
Em rápido surto dizimou a macacada.

Bastou que bicho homem fizesse cagada
Retirando árvores que viviam em paz
E febre chegou tal como quem não quer nada
Atacou bugios, homens de modo voraz.

Mas, felizmente, isso tudo tem solução
Assim, vamos todos procurar a vacina
Risco nenhum tem,  e salva uma multidão.

Então vamos ao Posto logo ali na esquina
Lá, depois de vacinado o homem fica são
Apenas saiba, micos sofrem mesma sina.

terça-feira, 7 de fevereiro de 2017

Iguais, sim!

Somos neste planeta matéria estelar
Pó de estrelas que constitui tudo mais
Arcabouço, estruturas, também estais
Somos terra, plantas, bichos ou similar.

Habitamos todos, único patamar
Ancorados no Planeta mãe, nosso cais
Onde homens, fauna e flora somos iguais
E até pedra, limo e vírus têm seu lugar.

Então discriminar outros não há porquê
Diferentes formas e mesmo conteúdo
E da vida finita estamos a mercê.

Mas alguns se veem os melhores, contudo
Dizem ter certo recheio que ninguém vê
Para mim, um ser deste é só jacu rabudo.

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2017

No palanque?

Dizer-se “o mais honesto” por certo não basta
Só porque, contrário dizem ações atrozes
Lula lelé, você estabeleceu uma casta
Plena de “militontos” com suas psicoses.

Lula, o honesto, certas multidões arrasta
Em verdadeiras vibrantes apoteoses
Porém sua desonestidade tão vasta
Mostra que tais petistas de nós são algozes.

Vejamos pois, no velório da esposa finada
Ao invés de luto, de tristeza e reverência
Você, só impropérios contra justiça, brada.

Você, grande molusco, tosco e sem tenência
Melhor arrumar a mala e ganhar a estrada
Preencherá um grande lapso sua ausência.