segunda-feira, 2 de janeiro de 2017

Por que humanidade?

Existência da humanidade não entendo
Homens estúpidos, mortíferos e cruéis
Se trata com eles vão-se dedos e anéis
E tudo aquilo que não foi, acaba sendo.

Este homem é um predador tremendo
Extermina outra espécie por cinco réis
Sem necessidade de laudos ou papéis
No final, todos acabaremos morrendo.

O homem não é, mas como vírus fosse
Destrói o planeta porque é apenas ruim
Destruindo portanto essa humanidade

E com isso não ganha sequer um doce.
Então pergunto por que deve ser assim
Sobretudo porque é uma cruel verdade.

domingo, 1 de janeiro de 2017

2017

Deixe de lado todas as agruras
Opressoras deste ano tão perverso
Invente-se, suba a novas alturas
Saindo para enfrentar o universo.

Mas, dirás: por que esse foi ano ruim,
Impiedoso para com toda gente?
Logo, eu te devo responder assim:
Esse ano maltratou-nos brutalmente.

Devastaram o erário do Brasil
Eles, petistas mal intencionados
Zoando deste povinho servil
Entrando num ano novo, abonados.

Será que houve apenas roubalheira?
Se fosse isso estávamos perdidos
Enxotando a megera bandalheira
Tiramos do poder esses bandidos
E agora vamos consertar a asneira.

sexta-feira, 30 de dezembro de 2016

Cartas são como ostras, só quem as come deverá abri-las.


E lembremos que bisbilhotar cartas
Nos coloca no reino dos abelhudos
Porque quando esse interesse nos farta
Enxeridos, queremos saber tudo.

Carta, meio que leva intimidade
Que em certas horas abrimos mão
Poderá abarcar alguma verdade
Sobre o íntimo de nosso coração.

E não deve ser lida por xereta
Tampouco andar livre pelo Planeta
Pois tem endereço conhecido, certo

Não será anunciada por trombeta
Ou marcada com crachá ou plaqueta
Pra ter entranha livre, a céu aberto.

quarta-feira, 28 de dezembro de 2016

Luzes fátuas

Me aborrecem as tais luzes do ocaso
Porque sei, anunciam uma mensagem
Porém pergunto, que revelação fazem?
Ou são luzes aleatórias meio ao acaso.

Esmaecentes, num poente em atraso
Aquarela vertiginosa, ajaezada trazem
Talvez para que ar e nuvem se casem,
E jamais se quebre este fabuloso vaso.

Em seguida, vem a escuridão intensa
Que da esquiva noite indaga sobre dia
E o dia se recusa revelar o que pensa.

Quanto a noite vem mistério se amplia,
E sem que nenhuma vontade o vença
Nem que se veja alguma estrela guia.

terça-feira, 27 de dezembro de 2016

Insônia

E vou dormir sobre minha própria história,
Relaxando trâmite de meu pensamento
Em travesseiro de esquecer o momento,
De silenciar a voz desta minha memória.

Sei que nesta vida nem sempre há vitória
Muitas vezes todo ganho se perde ao vento
Então, aqui permaneço assaz sonolento
Vou pensando quando, e se há escapatória.

E vejo bailando no ar sombras e imagens
Nada que tenha um significado pra mim
Apenas assombrações, talvez visagens.

As quais passam aquela impressão ruim
De alucinações, transtornos e más viagens
Anunciando que está bem próximo o fim.

segunda-feira, 26 de dezembro de 2016

Palavras

Existe cemitério de palavras, cova chã?
No qual em mudo silêncio, adormecem,
Faladas ontem e que hoje emudecem?
Que recobrarão sua existência amanhã?

Palavra que traduz ideia nunca será vã
Com seu par, juntas nascem e crescem
E o traço intrincado do vernáculo tecem
Como a verbalizar uma língua viva, sã.

Continuam por aqui as palavras já ditas
Voando alegres vão desafiando o vento
As vezes fixas para sempre nas escritas.

Oh! Palavras que usadas como cimento
Constroem as línguas castiças, benditas
Perpetuando um universal conhecimento.

domingo, 25 de dezembro de 2016

Há sim, loucura


Há pois um sonho louco em cada um
Um sonho de devaneios sem sintonia
Como máquina assestando um zoom
Num dado evento o qual não se veria.

Mas não faça desse fato o argumento
Que de teu onirismo um dia desista
Não se deixe cair em algum desalento
Que o corpo abate e a alma entrista.

Existe coisas que não sabemos tudo
No amplo caleidoscópio de mistérios
Que mais das vezes nos deixa mudo.

Lembre-se vivemos neste planisfério
Mas mal conhecemos seu conteúdo
Mesmo com pesquisa muito a sério.