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segunda-feira, 26 de fevereiro de 2018

Pax romana

No alvorecer, as coortes romanas
despertam os tementes peregrinos,
com a força de trombetas e hinos,
em remetidas bárbaras e insanas.

Ferro e fogo destroem as choupanas,
sequer poupam mulheres e meninos,
que apelam aos poderes divinos;
descrentes nas ditas forças humanas.

Por certo, é terrível aquela vaga,
e de sangue o solo sagrado alaga,
onde havia casas, já não mais.

Pois o massacre fora consumado,
corpos e cinzas para todo lado;
Pax romana: na morte todos iguais.

sábado, 17 de fevereiro de 2018

Utopia

Na vida, segundo minha vontade
Não teria espaço para o pranto
Tampouco desavenças e maldade
Predomínio da amizade no entanto.

Desaparece a dor e ansiedade
O dia-a-dia quase um só encanto
Não nos falariam da eternidade
Ou dos poderes de qualquer santo.

Não seria cada um pra seu lado
Mas, por certo, um viver descolado
E sem desânimo nem amargura.

Ao invés de armas, amor a rosa
E nada da tal senda dolorosa
Acaba todo ódio, fica a doçura.

quarta-feira, 10 de janeiro de 2018

Guerrear é humano

Nós não formamos rebanho de ovelhas
Que andam pela campina balando
Temendo até olhares de esguelhas
Protegidas no volume do bando.

Também não somos família de abelhas,
De flor em flor pelo jardim voando
Mas que agitadas como centelhas
Atacam pessoas de vez em quando.

Os humanos são seres racionais
Contudo, essa humanidade erra
Tal como quaisquer outros animais.

O humano diz ser o sal da terra
Mas todos homens ditos bem normais
Cedo ou tarde partem para uma guerra.

terça-feira, 29 de agosto de 2017

Agenda

Minha agenda conta cada feia derrota
Como se minha vida fosse grande guerra
Muitas vezes, pequena vitória nem se nota
Porém, no fim do ano a agenda se encerra.

Assim se é bom, dá pra corrigir a rota
Aquele que ao resultado ruim se aferra
Haverá que afundar e levará a sua frota
Mas eu prefiro meus pés fincados na terra.

Se controlo meu dia nada me atropela
Segue a vida sem óbices ou embaraço
Mas no fim dará no mesmo: caixão e vela.

Pelo menos tenho controle do que faço
Então esta postura sempre por mim vela
Porque, no meu caminho conto cada passo.

quarta-feira, 23 de agosto de 2017

Líderes de merda

E, Trump e Kin Jon Un, dois autênticos bostas
Agora rosnam um para o outro, belicosos
Nos dizem estar fazendo suas apostas
E, para brigar estão ambos ansiosos.

Desejam fazer a guerra que ninguém ganha
Com aqueles seus atômicos artefatos
Realmente essa gente é deveras estranha
Estão brigando primeiro com desacatos.

O mundo, perplexo, não percebe o porquê
Porquanto, não vê nisso tudo, nenhum ganho
Os merdas parecem palhaços da tevê.

O rosnar deles está bastante estranho
Porém, tenho solução meio demodê
Um matando outro, já está de bom tamanho!

terça-feira, 27 de junho de 2017

Atrocidades

O alienígena na primeira mirada
Observou o planeta, então ficou triste
Daí, que deu sua visita por encerrada
E, quem entre tanta violência resiste?

No mundo só matança é organizada
Militares mantém suas armas em riste
São conduzidos à guerra como manada
Onde, na luta apenas morte os assiste.

Parece: Homo com a morte tem um pacto
Então, é por isso que a guerra ele faz
No campo de luta, um íntimo contacto.

De grande atrocidade homem é capaz
Lhe apraz olor de cadáver putrefacto
E gosta de conviver com pessoas más.

domingo, 21 de maio de 2017

A luta

Sou marginal, poeta, artista peregrino
Luto contra a tirania de minhas falhas
E há no caminho recônditas muralhas
Convidando-me cometer um desatino.

Porém, muitas vezes, não passo de menino
O qual, ainda, sequer faz jus a medalhas
Virgem de pelejas, confrontos e batalhas
Mas vivendo como fora algum paladino.

Porquanto a vida é como água corrente
Brava, que um dia levará a sepultura
Da maneira como a natureza consente.

Ao término, onde não haverá formosura
Tampouco haverá bondade tão somente
Eis que não existe mal que pra sempre dura.

terça-feira, 11 de abril de 2017

Guerra

Enquanto luta-se em vão batalhas vazias
Por podres temas a muito desmoronados
Guerreiros desmotivados talvez cansados
Desde muito esqueceram o que é valentia.

Antes o vencedor, sangue do outro bebia
Rindo, em gorgolejos frouxos, desatados
Comemorando luta que haviam ganhado
Ciente que guerra não se ganha num dia.

Mas agora possível inimigo está infiltrado
Escondido sob um manto de normalidade
De certa forma encontra-se aqui ao lado.

Vencer esta guerra é uma especialidade
Só daquele guerreiro altamente treinado
Que a mente de qualquer inimigo invade.

sexta-feira, 16 de dezembro de 2016

Inferno na Síria

Aleppo

Um massacre que se comete a luz do dia
Milhares de civis sob bombas e explosões
Ignorância mortal sem pejo, se diria
Ninguém está salvo onde somem as razões

Ferozes belígeros com sangue nas ventas
Em total desacordo com dor das crianças
Rematam suas vidas com ações violentas
Não poupando pequenos nas suas matanças.

O que se vê, é tão somente crueldade
Como Bashar al-Assad assim o deseja
Homens, mulheres, bebês, toda uma cidade
Ali, à morte ofertados numa bandeja.

Morrem queimados em fogueira horrorosa
Acuadas por monstros em seus aviões
Deixam o solo manchado de sangue rosa
O subsistir fenece em meio aos clarões.

Agentes malditos em trajes camuflados
Livremente cometendo feroz holocausto
Em Aleppo, mortandade por todos lados.

Povo morrendo, guerreiros fazendo fausto
Porque os pobres civis estão condenados
Obterão paz quando Bashar se ver exausto.

quinta-feira, 10 de novembro de 2016

O mal venceu!

Besta do Apocalipse

Rude, egocêntrico, burro, hirsuto
Do apocalipse, verdadeira besta
Polidez nenhuma, caráter bruto
A paz no mundo agora vai pra cesta.

É do capitalismo, maldito fruto
Da política vai fazer desmonte
O resto do Planeta está de luto
Suas tropas se preparam pro fronte.

Esta besta humana sobre a terra
Do mundo tem nas mãos o maior poder
E quem aposta num caos não erra.

Pois é belicoso, o estranho ser
E vai providenciar sua guerra
Quem esperar não deixará de ver.

segunda-feira, 21 de setembro de 2015

Planeta sem fronteiras?


Quando na África nasceu a humanidade
Natureza nos deu cérebro e duas pernas
Para que analisemos com judiciosidade,
Prá que nossas andanças fossem eternas.

Partiu o homem da África para o mundo
Era o seu lar então, sem destino traçado
Nômade, cruzou terras como vagabundo
Povoou o planeta, cada nicho, cada lado.

Então criou tribos, países, tudo segregado
Violou pois aquela sua tendência natural
Criou as fronteiras e reuniu-se como gado
Cada país dizendo: transpor aqui é ilegal.

Cadê aquele nomadismo sem fronteiras?
Nossa liberdade de ir e vir, onde foi parar?
Agora não se pode andar por onde queira
Nunca se deve qualquer limite ultrapassar.

Se há uma guerra aí, não é meu problema!
Permaneçam e morram, se este for o caso
Nós nesta nação morreremos de enfisema,
E nem um pouco nos interessa o seu ocaso.

Contudo, se violarem nosso pátrio espaço
Os mandaremos de volta para a sua nação
Não queremos com vocês criar algum laço.
Então não cheguem aqui criando confusão.

Pois vão embora cambada de maltrapilhos
Vocês, migrados, pertencem a outro Estado
E não venham prá cá empanar nosso brilho,
Neste planeta é cada um no seu quadrado!

sexta-feira, 28 de agosto de 2015

Guerra


Guerra é uma imbecilidade suprema
Uma dramatização burra e sangrenta
Que à consciência parece um dilema
Que se desenvolve em câmara lenta.

Onde matar e ser morto é mero lema
Que os conceitos humanos arrebenta
Dando assunto para filme de cinema
Para certa plateia eletrizada e atenta.

Ver sangue na tela vira uma obsessão
De espectadores de batalhas sedentos
Açulados por mortandade de multidão.

Essa natureza funesta de tais eventos
Introduz catarse carregada de emoção
Nos homens que cultuam sofrimentos.

quarta-feira, 12 de agosto de 2015

A causa


Com espada rutilante segue o guerreiro,
E às suas mãos destino do mundo toma
Entretanto não se vê igual um carniceiro
Que a custa do acúleo aço inimigo doma.

Mas será no entanto o voluntário primeiro
Que ao nascer da guerra, batalha assoma
E quando vai à luta não lhe cai prisioneiro
Não lhe importando feridas ou hematoma.

Seu ardor de lutar dá o clima nas arenas
Sem nada temer vai brandindo sua espada
No jogo de vida e morte, um peão apenas.

Enfim na batalha final dele não resta nada
Finou-se com o sorriso nas faces serenas
É mais uma estrela no céu de madrugada.

terça-feira, 23 de setembro de 2014

Homo

Pois vivemos nesse mundo estranho
Onde cada um se considera uma ilha
Que nos parece certo pensar tacanho
Sem congraçamento ou mera partilha.

Vale pensar que Homo e seus irmãos
Por qualquer coisinha fazem guerra
Sem cogitar em apertarem suas mãos
Brigam, morrem e toda gente se ferra

Um mundo vasto e sem algum respeito
No qual não se reconhece um sorriso
Em que bons homens ficam sem jeito
E acabam pra sempre perdendo o siso.

Esse homem não sabe praquê foi feito
Por isso um dia desprezou o paraíso.

domingo, 3 de agosto de 2014

Necedade homídea


O Homo stultus um apologista da guerra
Bastando que exista ao lado um par seu.
Seja por ideologia, riqueza, pão ou terra,
Engalfinham-se povo semita com hebreu.

Há homens? Se há, é um balaio de gatos
Pois pegam em armas sem mais aquela
Homo nada sapiens são seres insensatos
Que pra brigar jogam fora salutar cautela.

História das guerras é a história humana
Porquanto não há dúvidas quando a isso
De seres humanos belicosidade emana
Em toda vez que lhe apetecer no toutiço.

Vida? É mercadoria a preço de banana!
A qual submerge num solo movediço.

sexta-feira, 25 de julho de 2014

Reflexando

O que fazemos nós sobre isso tudo?
Sobre as guerras que destroem vidas
Tremendo horror que nos deixa mudos
Sobre miséria e abandono infanticidas?

Filas na saúde e descaso aviltantes
Nas ruas insegurança e bala perdida
E mortes por inanição a todo instante
Quando para os cães abunda comida?

Enquanto alguns raramente comem
E outros engordam redondamente
As proteínas para os pobres somem

E os abastados não ligam prá gente
Porque homem é o lobo do homem
E amor por semelhante jamais sente.

domingo, 25 de maio de 2014

Elegia às lágrimas

Cruzam armas homens enfurecidos
Dessa maneira apressando a morte
Em batalhas sem qualquer sentido
Querendo provar quem é mais forte.

Dos seus inimigos vertem o sangue
Porém derramam sua cota também
Guerras inúteis como um bang-bang
Em pelejas que não vence ninguém.

Portanto ao homem de boa vontade
Resta verter lágrimas aos seus iguais
Então torcer para que essa atrocidade,

Se afaste do mundo pra nunca mais.
E que entre nações a solidariedade
Para todo sempre conste nos anais.