Mostrando postagens com marcador Brasília. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Brasília. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 28 de agosto de 2018

A origem do buraco

Na ilha da fantasia, Brasília, felizes,
os morubixabas com ambições astutas;
empenhados naquelas mesquinhas disputas,
nos desgovernam pensando nos seus narizes.

Parlamentares com intenções dissolutas,
nas superfícies brilhantes lautos vernizes;
a mostrar que são veros atores e atrizes,
escondem suas vergonhosas almas brutas.

Pobres de realizações, anchos de foros,
se valem de militantes, servil rebanho,
que à voz do sagaz populista, entoam coros.

Sob aquela mesma política de antanho,
com discursos vastos e bastante sonoros,
põe Brasil num atoleiro deste tamanho.

domingo, 5 de agosto de 2018

Politicalha


Há um equilíbrio entre os dois lados do balcão,
porque nós os elegemos de alguma maneira;
e eles, consequentes, representam o povão,
então lhes cobramos quando fazem besteira.

Confesso que eu gostaria que fosse assim,
que houvesse uma tal cláusula de barreira;
permitindo dizer não a uns, e a outros sim,
então, talvez, limpássemos essa sujeira.

Mas, prática fica longe da teoria,
vale na política apenas roubalheira,
porque roubo em Brasília virou epidemia.

Lá no planalto, mais afana quem mais queira,
e sempre se nega assim: pois eu não sabia!,
pois ali rouba-se para uma vida inteira.

quinta-feira, 21 de junho de 2018

Eles e nós

Como entender este mundo mais que insensato,
no  qual  quem  maior  meliante  é,  mais  brilha;
enquanto o  povão  vai  sempre  pagando o pato,
sem  nenhum  futuro,  sem  sequer  uma  trilha?

Senador,   é   versão    moderna   de   rato,
que  constrói  sua toca/morada  em Brasília;
onde  ganha  dinheiro  sem  gastar  fosfato,
e, as vezes, apenas com seus pares partilha.

Querem, os mesmos, que seja somente assim
o  povão  se  ferra   e   o   deputado   devora:
- "Para  o povo merda, para nós, farto butim!" 

- "Eu  gosto  do  povo  só  numa  certa  hora,
quando vai  às  urnas e dá seu voto pra mim,
no mais, eu no ar condicionado, eles lá fora!" 

sexta-feira, 8 de junho de 2018

Lá no planalto central

A pergunta que se impõe: roubos até quando?
com bandidos andando em plena luz do dia;
fazendo do Congresso uma casa de orgia,
enquanto a grana das “comissões” vai rolando.

Próceres do afano, com a cabeça fria,
escoram uns nos outros, vão formando bando;
e o prazer da vida faustosa antegozando,
mesmo quando o povão, bravo, nas ruas chia.

Para que lamentar, se têm os bolsos cheios,
e quem sai às ruas é apenas a escumalha,
de revoltadas mulheres e homens feios.

Portanto, escorados nessa justiça falha,
manuseando a faca e queijo como meios,
por aqui vamos fazendo nossa bandalha.


sexta-feira, 21 de abril de 2017

Feliz aniversário?


Lembro-me pois, ainda era apenas menino
O tal sonho de, em pleno planalto central
Trazer progresso, como disse Juscelino
E lá construiu a grande e bela capital.

Na forma de pássaro, apareceu Brasília
Oscar Niemeyer concebeu pro futuro
Cidade acolhedora, uma isolada ilha
Onde haveria liberdade sem muro.

Porém, perverteram sua finalidade
Acrescentaram muitos porquês e senões
Transformando-a num túmulo da verdade.

Portanto, penso cá com meus velhos botões
Coitada daquela tão bonita cidade
Que agora não passa dum antro de ladrões.

sábado, 15 de abril de 2017

Modus vivendi


A grande falta de vergonha anda alastrada
Caterva rouba, a honestidade é mirrada
Na nobre Brasília todos são os maiorais
Então, se pouco há, porque roubam demais.

Essa roubalheira tem uma única via
Onde o político ladrão tudo domina
Na claridade ou escondido pela neblina
Quer seja na noite ou na plena luz do dia.

Cafonice é ser honesto, roubar é da hora
Então, sórdidos, entre eles juram união
E cada ladrão com o outro colabora.

Pois políticos desonestos todos são
E cada "honesto" quer saber do aqui e agora
Cada um consciente que é nojento poltrão.

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2017

Do alto da arrogância do poder

É natural sonhar que estou numa ilha,
Onde as coisas estão sob meu talante
Sou rei, dono, aquele criador brilhante
Que manda e sobretudo mantém vigília.

Esse pedaço de sonho é como Brasília
Grande e ineficaz como o alvo elefante
Sem olhar em torno, então sigo adiante
Enquanto a politicagem este povo pilha.

Enquanto eu cego numa torre de marfim
Não consigo ver que está ali perto o fim
E tudo que é sólido se desmancha no ar.

Meu mal que tão nefasto se faz ao país
É conter falso brilho de superficial verniz
E esquecer que rapina o povo vai pagar.

domingo, 26 de fevereiro de 2017

Folias momescas!


Imagem - carnavalop.com.br

Assim vão-se os tais larápios de Brasilia
Fim dos trabalhos despendem-se esses ladrões
Imensidão de roubo nos seus bolsos brilha
Negaças, maracutaias, muitos milhões
A roubalheira é rateada pra matilha
Longe de câmeras, mais longe dos salões.

É carnaval, vamos gastar o que se pilha

Caros cidadãos, muito obrigado por tudo!
Agora no recesso, não fazemos o mal
Resolvemos descolar a franga no entrudo
No bloco dos sujos, também no bacalhau
Ah! lembre que todo político é sortudo
Vai, na rapina, subindo degrau a degrau
Alcança até uma presidência sem estudo
Livre para sempre, este é o país do carnaval

segunda-feira, 30 de maio de 2016

A merda continua

De Brasília emana formidável cheiro,
Lá onde o maldito caldeirão cozinha,
Não se sabe se da privada ele vinha,
Entretanto, embostece o país inteiro.

Tornou-se esta nação fedido bosteiro,
Que duma fatal catástrofe se avizinha
Entre merda e o político não há linha,
Mas um entrelaçamento verdadeiro.

Brazucas no exterior envergonhados,
Aos estrangeiros não têm explicação,
Por essa cagada em todos os lados.

Se bosta fosse bala e político canhão,
Garanto-lhes, eleitores acomodados,
A bem da pátria faríamos a revolução.

domingo, 6 de dezembro de 2015

Ilha da fantasia



Onde há de políticos uma concentração
Pensado em maracutaias o tempo todo
Lá foram conduzidos por aquele povão
Agora eles só querem chafurdar no lodo.

No planalto central está a ilha da fantasia
Acolhedor recanto dos ladrões deste País
Loteamento de cargos, posto e mordomia
Todos roubando e na urna eleitor pede bis

Oh! Essa triste republiqueta das bananas!
Cheia de vermes roendo os pés da nação
Em que nunca perdem a pose os bacanas
Nem ligam, pois donos do poder eles são.

Trabalhe povo, trabalhe porque isso é bom
Raciocine: pobre é pobre, ele jamais herda
Aqui a pobreza trabalha e o rico dá o tom
Ladrão enriquece e o pobre fica na merda.

quarta-feira, 2 de dezembro de 2015

Escorre a lama

Por incúria e descaso da milionária Vale
A lama que atinge ribeirinhos em partilha,
Exigindo que neste país ninguém se cale,
Concorre com a lama que flui de Brasília.

No Parlamento não há quem não regale
Até apaniguado humilde, se puder, pilha
E o Planalto, à súcia de ladrões equivale
Executivo? mais parece uma camarilha.

E a lama mortífera impunemente escorre
O responsável? Ninguém sabe e não viu
Pela verdade, neste país ninguém morre.

Todos preocupados com o bem do Brasil
O povo, de abastança tomando um porre
Quem reclamar que vá a puta que o pariu.

segunda-feira, 30 de novembro de 2015

Tudo é lama

De Brasília à Mariana, mortal lama pura
Vale e governo, de bom, nenhum gesto
Conluiados da impunidade na tessitura
Atos libidinosos, num autêntico incesto.

Não sou Diógenes, não ando à procura
Sequer saio às ruas em formal protesto
Acho-me acometido de mal que perdura
Pois eu tenho vergonha de ser honesto.

Roubalheira nesta República, é cultura
O Parlamento de meliantes está infesto
Rouba, então programa pilhagem futura
Num ritual espontâneo e também lesto.

E o povo? ora essa plebe é cavalgadura
Fica sempre a mercê do larápio funesto.

domingo, 29 de novembro de 2015

A quadrilha

Cadê o Doce vale que estava aqui
Onde gente tão humilde vivia feliz?
Que agora procurando não mais vi
Sobre o que a Vale cala, nada diz?

Cadê a floresta onde voeja o colibri
Que, parece, arrancada foi pela raiz
Lama grudenta descendo em frenesi
Da vila que encontrou fez o que quis.

No país da impunidade escorre lama
E outros problemas enervam Brasília
Salvar seu mandato poder proclama.

Nada importa àquele que mais pilha
Se o flagelado está comendo grama
Ele está confortável com a quadrilha.

domingo, 2 de novembro de 2014

Tributo a Stanislaw Ponte Preta


No planalto central existe uma ilha
Onde dia-a-dia manda a corrupção
Lá no valhacouto chamado Brasilia
Ao dinheiro sujo nunca se diz não.

Esse povo que mantém os bandidos
Sofre fome e sede no Brasil afora
Mas político só olha despossuídos
Quando quer seus votos aqui agora

Nas podres raízes desta sociedade
Politicagem é uma caixa de Pandora
Onde viça a rapina e morre a verdade
Pois que roubar é lema de toda hora.

Portanto, restaure-se a moralidade
Ou locupletemos todos sem demora.

terça-feira, 21 de outubro de 2014

Democracia?


Manhã radiosa no planalto central
Assim como quase todos os dias
Inverno, verão não importa o qual
Sabe a atmosfera torpe de vilania.

Unem-se ladrões de todos quilates
Mordendo famélicos o nosso erário
Deliciando-se como fora chocolate
Infensos ao povo sem o necessário.

Ali se estabeleceu ilha da fantasia
Entre hadoque, caviar e vinho fino,
Mulheres, pérolas vasta mordomia
Baloiçando ócio ao som de violino.

Resta ao povo com a utopia sonhar
Ansiando por uma radical mudança
Sem a qual continua o deixa estar,
Ímpios políticos em pura abastança.

Lamentável essa mutreta peculiar,
Incúria que deixa o povo na dança
Assim como elite na teta a mamar.

segunda-feira, 20 de outubro de 2014

Aqui no Patropi

Ontem vivíamos só de esperança
Brasileiros sonsos amesquinhados
Realmente tratados como crianças
Apenas em campanhas lembrados.

Somente silêncio da urna emana
Implacável silêncio de abastança
Logo que eleito político dá banana
Povo elege a espera de mudança.

República de faz de conta isto sim
Exemplo de país das maracutaias
Condena-se pobre a comer capim
Ignorando homem público as vaias.

Salve, salve esse lindo pindorama
Aonde a Lei de Gérson é adotada
Menos vale realização que a fama
Uns se locupletam e a outros nada.

Dizem-nos que isso muda um dia
Até cremos tal como quem herda
Ricos, felizes e cheios de alegria
Porém continuamos nessa merda.

Assim caminha nossa triste vida,
Rico roubando a comida do pobre
Animado porque ele sabe a saída
Vestindo manto que tudo encobre.

Insisto em dizer, esperança não há
Vejo à nossa frente futuro nenhum
Esperar portanto para ver o que dá
Resulta em volatizar igual ao pum.

quarta-feira, 20 de agosto de 2014

A vida é bela!

Num lugar esconso muito distante
Existe país dum povinho inzoneiro
Onde poucos são gente importante
E maioria nem sequer tem dinheiro.

Mas, no planalto central dessa ilha
Políticos se locupletam o dia inteiro
Na terra/fantasia de nome Brasília
Climazinho corrupto bem maneiro.

Mas vai haver futebol nessa terra
Então deixa de ser encrenqueiro
E procure não iniciar uma guerra

Por que não há lugar prá vespeiro
Pois neste país que o povo se ferra
Há sempre o tal jeitinho brasileiro.

sábado, 18 de maio de 2013

Limerique



Enquanto a vasta ignorância grassa
Com mais novela da Globo na praça
Em Brasília os politiqueiros
Locupletam com nosso dinheiro
E como palhaços ainda achamos graça.