sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

Soneto-acróstico


Ao costume

Seja em Brasília ou no rés da avenida
Onde quer que se possa dar um jeito
Movemos pauzinhos na justa medida
Ouvimos tão somente o nosso pleito

Se um dia fizemos alguma promessa
Com que ficamos entalados um tanto
O que era nosso compromisso cessa
Rimos do justo prometido um quanto.

Razão de nossa descontração fingida
Uma consciência livre de algum peso
Pois ao dito não haverá contrapartida.

Todo costume se nos ajuda sai ileso
Ou não entendemos nadinha da vida
Somos povo irresponsável mas coeso.

2 comentários:

  1. Esse sapo faz falta aqui. Chegou pra ficar. Que lhe venham muitas inspirações. Os leitores agradecem...

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