quarta-feira, 24 de maio de 2017

Velhice é foda!

Juntas duras, dores e pelanca caída
Véspera de ficar horizontal na mesa
Sendo que é na farmácia a maior despesa
Fazer com cuidado, numa justa medida.

Velhice, uma alma já quase ascendida
Desta vida descobrir aquela crueza
E caminhar pela rua a maior dureza
A cada dia um pouco menos de vida.

E jamais usar uma cueca apertada
Esquecendo-se que houve dias de glória
No inverno, não esquecer gola levantada.

Lembrando muitas vezes da longa jornada
Mas esquecer até que tivera memória
Sentado na varanda, vida sossegada.

terça-feira, 23 de maio de 2017

Objetivo

Todos querem uma vida realizada
Da onda da fortuna não querem ficar fora
E, se possível, tem que ser aqui e agora
Porém, sem realizar ou merecer nada.

A lei de Gérson, essa tão equivocada
Pela qual quem não se beneficia, chora
Então deve pegar seu chapéu e ir embora
Porque acabou de perder aquela parada.

Mas a vida realizada em qual medida?
No amor, na profissão, ou na sua inteireza?
Que não despedace, que se mantenha unida?

Então que essa vontade seja sua empresa?
A qual tenha um final e um ponto de partida
Porém que não mantenha sua existência presa.

segunda-feira, 22 de maio de 2017

Nada é como queremos

Genial, se como queremos, tudo fosse
E, cada coisa, mesmo todas, detalhadas
A observar, nossas mentes extáticas, pasmadas
Então o mundo, a nós, pareceria um doce.

Porém, isso implicará em sempre vencer
O mais das vezes, nossas mãos manietadas
Ávidos, perdemos saborosas bocadas
E acredite, nunca ninguém vai se condoer,

Contudo, haverá conformidade na morte
O que não é afirmação animadora
E tampouco o mapa da busca do tesouro.

Vida, linha inconsútil, não existe corte
Igual como todo o duro caminho a fora
Só que de contorno áspero e duradouro.

domingo, 21 de maio de 2017

A luta

Sou marginal, poeta, artista peregrino
Luto contra a tirania de minhas falhas
E há no caminho recônditas muralhas
Convidando-me cometer um desatino.

Porém, muitas vezes, não passo de menino
O qual, ainda, sequer faz jus a medalhas
Virgem de pelejas, confrontos e batalhas
Mas vivendo como fora algum paladino.

Porquanto a vida é como água corrente
Brava, que um dia levará a sepultura
Da maneira como a natureza consente.

Ao término, onde não haverá formosura
Tampouco haverá bondade tão somente
Eis que não existe mal que pra sempre dura.

sexta-feira, 19 de maio de 2017

Vive-se a vida

Muitas vezes há que se conformar, portanto
Uma existência não é só calma e sossego
Quando de calças curtas então fores pego
Sendo natural, não deve causar espanto.

Terás umas poucas alegrias se tanto
Preserve bem preservado bom aconchego
Assim como segure bem firme seu emprego
Pra que nunca, jamais escute-se teu pranto.

Apesar de tudo essa vida te foi dada
Por mais que preveja assim tão aborrecida
E se conforme, é melhor isso que nada.

Custa muito pouco viver nessa medida
De vez em quando vai dar uma aliviada
Então lembre que só vivemos uma vida.

quinta-feira, 18 de maio de 2017

Usura

Há os que lutam apenas pela fortuna
E que não lhes preocupa seu semelhante
Dinheiro mais dinheiro, busca-lo adiante
Pois, ambicioso, não há lei que te puna.

A riqueza é mestra mas nunca foi aluna
Premia o néscio mas penaliza o pensante
O ególatra pensa que dela é amante
Portanto a tal riqueza jamais o importuna.

E dinheiro guardado sempre prolifera
Se não, será mera manteiga derretida
A qual vivente nenhum segura, não empalma.

Pois para ganhar dinheiro nunca se espera
E torna-se ocupação para toda vida
A qual escraviza o corpo e castiga a alma.

quarta-feira, 17 de maio de 2017

O clima

Medonho, o violento clima furioso
Dia borrascoso de magro sol esquivo
E, de repente. mal se nota se está vivo
Neste dia que a muito pouco fora airoso.

Uma tormenta que despreza o sol, seu esposo
Contudo, tímida quando este estava ativo
Agora parece acanhado fugitivo
O qual ocultou-se dessa chuva, receoso.

O clima é honesto, não causa de engano
As vezes muito rude, e as vezes suave
Traz festa, como pode causar dano.

O tempo ruim desata, não traz entrave
Se fustiga a terra, agride até o oceano
De qualquer maneira, só pretende ser grave.

terça-feira, 16 de maio de 2017

Envelhecendo

Articulações fracas, dores na coluna
E impossibilidade até sonhar façanhas
Na musculação, umas contrações estranhas
É velhice, que à memória traz lacuna.

Não há como que a ação ao pensar una
Os dedos das mãos tal como lerdas aranhas
Só longínquas lembranças de velhas campanhas
E tem mais, cama macia, sempre oportuna.

Para fazer xixi em cascata, evento dúbio
Ali em baixo, um ser moribundo apenas
Que até já esqueceu o que seria conúbio.

Por outro lado, expectativas tão pequenas
E sequer em pensar de conhecer o Danúbio
No máximo esquina de casa, a duras penas.

segunda-feira, 15 de maio de 2017

Justiça

Internet: royaltimes.net
Dizem por aí, é cega e surda a justiça
Mas vê e ouve do suplicante, a prece
E intervém mesmo se não te apetece
A ninguém é, praticamente, submissa.

Na sociedade instável e movediça
Solidez da lei e da ordem permanece
Dúvida existe? Razão prevalece
A balança da lei está nessa liça.

No planeta, na orquestra das nações
Justiça ilumina com seus clarões
Cidadãos aquiescem quedos, mudos.

Com ela crime e malfeitos se abatem
Decidem vitória dos que combatem
Aos mais fracos oferecendo escudos.

domingo, 14 de maio de 2017

Às mães

Hoje não é um dia como outro qualquer,
Para homenagear a mãe se faz mister
Essa que a seus filhos se doa sem pensar
Mas, lhes dá asas para que possam voar.

Ela que sente agruras da maternidade
Cujos filhos nunca crescem, não têm idade
E que, no turbilhão da casa, está serena
Porquanto toda bagunça será pequena.

Mãe que não se furta aplicar algum castigo
E quase sempre de avental sobre o vestido
Porém, dos revezes sempre tira coragem.

Pelos filhos, descuida de sua imagem
E os defende atacando como uma leoa
E inexiste no mundo mais bela pessoa.

sábado, 13 de maio de 2017

A dor é amiga

A vida te dá, aproveite-a um punhado!
Se deixar, ela escorrerá como areia
E jamais receberás quinhão do teu fado
Enquanto ao teu redor este mundo se alteia.

E a vida é única, não é a que tenho
Pois encare-a sobranceiro e sem medo
Como a carregar só, um pesado lenho
Ignorando quem ao lado, ali fica quedo.

Saiba que à frente, obstáculo tamanho
Diga, maior problema maior o sucesso
Admitindo que, sem dor não há ganho.

Carinha, então muito pouco eu te peço:
Não deixe a existência te dar um banho
Não peque por falta, peque por excesso.

sexta-feira, 12 de maio de 2017

Pérfido molusco


O molusco fanfarrão vende fantasia
Seu pior e terrível produto nefando
Então se diz o Mais Honesto, quem diria!
Onde arriba, conduz a reboque o seu bando

Hoje a nação brasileira está empestada
Porquanto seu governo foi a maior desgraça
Ladroagem de alto cunho, desembestada
Cujo maldito resultado jamais passa.

Porém, vai dizendo que não sabe de nada
Sinceramente, com maior cara de pau
Diz que, honesto, tem conduta mui honrada.

E tem mais, se acha um cidadão especial
Que foi o melhor presidente da pátria amada
E que a Lava Jato tornou-se o maior mal.

quinta-feira, 11 de maio de 2017

Elite branca?


Eles condenam a chamada elite branca
Porque são despossuídos, supostamente
Altivo, o Chefe Honesto, os ricos desanca
Assegura: - nós somos pobres minha gente!

Parece que não é bem assim, entretanto
Há por trás dessa campanha, coisa escusa
Honestão, cheio de falas, cheio de encanto
Quando sai pelo país, de jatinho abusa.

Pera aí! É elite quem anda de jatinho?
Ou dessa acertiva, não entendi nada!
Ando de busão, sempre bem quietinho
Então não consigo deglutir essa parada.

O Honestão, que se faz sempre de santinho
Na cara dos pobres dá uma bofetada.

quarta-feira, 10 de maio de 2017

Confronto


Você é nosso símbolo maior, ó Lula
Na política não há homem mais honesto
Diante de injustiças jamais se encabula
É defensor dos pobres e de todo o resto.

Portanto, em Curitiba uma multidão fula
Gritando nas ruas num imenso protesto
Porém, com defensores você confabula
Sobre certa fala que fez em manifesto.

Mas, eu sei que bem corajoso você é
E de fazer referência a isso, não cesso
Porquanto no teu taco sempre botei fé.

Então, por favor, neste momento te peço:
Mostre que do confronto não arreda o pé
Diga pra aquele Juiz enfiar o processo.

Homo

O homo ignora natureza que o gerou
A qual lhe deu boas condições de crescer
E que criou este Planeta que o embalou
Planeta que certo dia o verá fenecer.

Local que criou canção que o acalentou
Avor da resplandecência do alvorecer
E o sol cuja luz o Planeta iluminou
De maneira que essas belezas possa ver.

Depois fez outros seres para se amarem
Para então em perfeita comunhão ficarem
Em conluio formidável deles somente.

E liberdade pra fazer o que quiser
Pra companhia do macho fez a Mulher
Na sequência mandou-os seguir para frente.

terça-feira, 9 de maio de 2017

O Flautista de Caetés


 À frente daquela cambada de jumentos
Soprando sedutora melodia, o flautista
Da enganação, roubo e fala, é um artista
E os seguidores erigem-lhe monumentos.

Daquele trisre reinado, já foi mandante
Roubou tanto, que hoje o reino está falido
E, mesmo assim, militontos lhes dão ouvido
Porque somente reagem a seu talante.

Agora o flautista quer voltar ao poder
E, para isso, conta com enorme burrice
Que os trouxas apedeutas parecem conter.

Parvoíce endêmica por aqui, se disse
E, sinceramente, não há como não ver
Flautista, o cavaleiro do apocalípse

segunda-feira, 8 de maio de 2017

Assim é a vida...

Devemos entender é bem longa a jornada
Independe que se queira chegar, e aonde
Agruras, o duro caminho não esconde
E tudo pode acontecer, inclusive nada.

Porque será sempre subida e contra o vento
Certamente o caminheiro andará inquieto
Sem dúvida esperando por abrigado teto
Que pelo menos amenize o sofrimento.

Não haverá gozo sem alguma tristeza
Nos entremeios, inquietantes desditas
Os quais nos advertem sobre tais incertezas.

Porém, serão essas páginas já escritas?
Ou quem sabe pode-se ainda por nas mesas
Outras propostas melhores, todas benditas.

domingo, 7 de maio de 2017

Veritá

Há, contudo, a verdade verdadeira
Da qual ninguém escapa nesta vida
Que na última, na hora derradeira
De nada adianta alma arrependida.

Vivamos de bem com todos, então
Vive bem quem se aceita cada dia
Põe naquilo que faz grande paixão
E faz exatamente o que queria.

Vivendo a verdade a vida flui mansa
Sem qualquer percalço nem desalento
Se assim ele vive, corre e não cansa.

Vivendo e colocando sentimento
Supra-sumo do universo se alcança
Usufruindo o melhor, o cem por cento.

sábado, 6 de maio de 2017

O mal existe

Que foi feito da humanidade virtuosa
Na qual, piedade era ato à luz do dia
Que nos tempos passados por aqui se via
E agora parece uma coisa monstruosa?

O que portanto retirou-lhe a melhor parte
E vedou-lhe os olhos, exterminou seu amor
Mergulhando sua alma inerte no torpor
E, roubou aos poetas a beleza da arte?

Pois é, existe uma inquietude universal
De desesperançada, de pouca perspectiva
Que não se sabe porque, mas abusa do mal.

Um cancro sinistro, maldosa praga viva
Destrutiva e calculista num alto grau
Numa ascensão cataclísmica negativa.