segunda-feira, 15 de janeiro de 2018

Dia

A noite taciturna deu as caras
Com fisionomia bastante fria
E suas intenções não estão claras
Ante esse quadro tudo se admitia.

Poucas estrelas, na verdade raras.
Mesmo a lua grande esforço fazia
Para alumiar distantes searas
Encoberta trás de nuvem sombria.

E quando o sol desfez esta agonia
O dia nascente veio se abrindo
Então fez-se luz, o mundo existia!

Era o renascer de um dia lindo
Que com a noite terçara porfia
E pela humanidade tão bem vindo.

domingo, 14 de janeiro de 2018

A estrada

No caminho desta vida vou a passos
Respeitando a direção da estrada
Sinto que com tudo não tenho laços
Andando de coisa nenhuma ao nada.

Nômade de trote vazio de abraços
Começo a jornada com alvorada
Tentando conquistar novos espaços
Em cada trilha quando começada.

De passo a passo vencendo um tanto
O mal desta vida perde o encanto
Caminhar é seguir com esperança.

Neste mundo de enorme desafio
Subir montanha, atravessar o rio
Com atitude que jamais se cansa.

sábado, 13 de janeiro de 2018

O Sétimo Mandamento

Um passo para frente, então, dois para trás
Este nosso Patropi se conduz sempre assim
Eis que a classe mandante, certo nada faz
Porque eles estão entretidos com o butim.

O sétimo mandamento, não roubarás
Certamente, para eles parece ruim
Mas cada prócer daqueles é bem capaz
De roubar, então dizer-se um querubim.

O destino desta nação não lhes importa
Desde que eles afanem infinitamente
Pois, para os ladrões, Inês já está morta
E quem mete a mão na bolada nada sente.

Eis que, todos são marginais de vida torta
Cuja estada no Parlamento é um presente.

sexta-feira, 12 de janeiro de 2018

Uma mente livre...


Deixe a mente totalmente aberta
Que, certamente, virá a faísca
Porque criar não tem uma hora certa
E a idéia genial pode ser arisca.

As vezes, um evento te desperta
Pois um brilho na mente corisca
Então a cabeça que estava deserta
Em novos patamares se arrisca.

Pode ser um pássaro gorjeando
Sobre o galho, maviosas canções
Como a cortejar o seu próprio bando.

E pode lhe advir algumas questões
Que suas sinapses vão baralhando
Pra alcançar almejadas soluções.

quinta-feira, 11 de janeiro de 2018

Elegia à decepção

Esperança: partido dos trabalhadores
Neles temos toda fé, quem vota não erra
Assim, acabamos com circo de horrores
O petê, está provado, é o sal da terra!

Finalmente vão-se acabar as nossas dores
Eleger Lula, enorme batalha encerra
Será a maior redenção dos eleitores
Só quando o trabalhador vencer esta guerra.

Contudo, ao invés de revolucionários
O que vimos foi um monte de trapalhões
Que diziam fazer em nome de operários.

Afirmavam fazer as grandes inclusões
E acabar com governo de mandatários
Que se viu? Apenas um bando de ladrões!

quarta-feira, 10 de janeiro de 2018

Guerrear é humano

Nós não formamos rebanho de ovelhas
Que andam pela campina balando
Temendo até olhares de esguelhas
Protegidas no volume do bando.

Também não somos família de abelhas,
De flor em flor pelo jardim voando
Mas que agitadas como centelhas
Atacam pessoas de vez em quando.

Os humanos são seres racionais
Contudo, essa humanidade erra
Tal como quaisquer outros animais.

O humano diz ser o sal da terra
Mas todos homens ditos bem normais
Cedo ou tarde partem para uma guerra.

terça-feira, 9 de janeiro de 2018

La vita va...

A vida é cornucópia fremente
Que deseja despejar seu domínio
Então toda a natureza consente
Porque a existência tem tirocínio.

Sob esta batuta é terra fulgente
Contudo, não de curso retilíneo
Semelha mais deslocar da serpente
Apenas com certo furor sangüíneo,

Vida move a foca e perfuma a rosa
Pode ser medonha ou bem airosa
Anda cada espécie no seu caminho.

A  vida faz sua própria história
Podendo ser na lama ou na glória
Porém nenhum vivente vai sozinho.