segunda-feira, 23 de janeiro de 2017

Prisão

Barras de ferro prendem a matéria
Mas pro espaço sideral voa mente
Somente o corpo sofre essa miséria
Porque o livre espírito nada sente

Pensa prender ideias o verdugo
Porém estas desconhecem correntes
E não se submetem a qualquer jugo
São libertas, de submissões ausentes.

Ideias, seres muito interessantes
Depois de nascidas nunca têm dono
Somadas que são a ideias de antes

Não procuram fama, nem sequer trono
Sejam elas pequenas ou brilhantes
E se você as tem, não perca seu sono.

domingo, 22 de janeiro de 2017

Quatro anos de embuste


Eu sou milionário, portanto posso tudo
Cago pra todos, inclusive pra você
Contra especulação sobre mim tenho escudo
Porquanto a minha declaração ninguém vê.

Sou Donald Trump, misógino e topetudo
Ridículo, que só no deus dinheiro crê
Dizem que Ivana me tornou dócil cornudo
Porém, se tal aconteceu, não sei porquê,

Passo, hoje, a comandar a maior nação
América grande de novo, quero tornar
Enquanto viro as costas para este povão.

Mas agora que estou ocupando este lugar
Os pobres vão perceber como as coisas são
Cada pobre, seu médico tem que pagar.

sábado, 21 de janeiro de 2017

A Besta assumiu o trono!


Egolatria e estultice desse pretenso
O qual conduzirá seu país à dor e ao pranto
Com tal verborragia sem qualquer bom senso
Certo visual estranho sem nenhum encanto.

Vai colocar fogo no Planeta, então penso
Pelo seu discurso que a todos causa espanto
Topete alaranjado feio como imenso
Deflagra frases bobas contra sacrossanto.

Sobre o mundo, caiu como maldoso raio
E sonho de ser um líder mundial nutre
Diz: “I'am bolder eagle”, tenho suas garras!

Então deste meu patamar eu jamais caio
Também estou imune a bafio podre do abutre
E dos crimes dessas minorias bizarras!

sexta-feira, 20 de janeiro de 2017

O Bosta


Fecha-se ciclo do bravo guerreiro Obama
Esse homem probo, honesto e de alma boa
Agora eleição estranha que voto atraiçoa
Que eleitorado que ganhou então reclama.

Nova era, sociopata Trump, com a coroa
Um boquirroto populista o qual inflama
Calcinará tudo a destruidora chama
Desse merda que muçulmano não perdoa.

Diz: para isolar o México farei um muro!
Porque mexicanos só nos causam injúria
Então, com eles, se deve ser muito duro!

Para os chineses mostrarei especial fúria
Reganho os dentes para oriental impuro
Se depender de mim, morrerá na penúria!

quinta-feira, 19 de janeiro de 2017

Essa tal de Alma

Nossa alma essa quase entidade tão passiva
Quando silenciosa nosso corpo habita
Certamente com seus dotes ela cativa
Uma outra alma que lhe pareça mais bonita.

Talvez numa relação um tanto o lasciva
Na qual a nossa tão preciosa alma acredita
Essa bela interação tão discreta viva
Sob nenhuma norma até agora escrita.

Então, nada disso nos deixa amargurados,
Somos veículo que carrega a alma apenas
Por menos que tal não tenhamos anelado.

Porquanto se as tais almas não são pequenas
E que nós estejamos desta vida animados
Nossas relações corpo/alma serão serenas.

quarta-feira, 18 de janeiro de 2017

Nossas almas

E lembremos que as almas têm segredos
Como se esqueletos em seus armários
São pérfidos, esconsos e arbitrários
Que contraem nossas entranhas em medos.

Lembremos: as almas não são rochedos
Sucumbem aos cavilosos cenários
Frente a adversidades? sem comentários
Pasmas, seus movimentos ficam quedos.

Porquanto, esses entes transcendentais
Comunicam-se apenas com iguais
E a nós não dão nenhuma explicação.

Conduzimos as almas nessa jornada
Apesar delas não nos dizerem nada
Perguntando, a resposta será não.

terça-feira, 17 de janeiro de 2017

O soneto

Há certa imposição no corpo do soneto
Algo que fascina, cativa e desafia
Porque essa modalidade de poesia
Aposta em modelo na forma de folheto.

As primeiras estrofes, rígidos quartetos
Uma parte integrante dessa anatomia
Não importa se de tristeza ou de alegria
Finaliza com conjuminantes tercetos.

Dentro desse notável arranjo final
Sem que lhe reste uma dúvida terminal
O tema será claramente esgotado.

Porque o soneto é estória bem contada
Despido dalguma rebarba, sem mais nada
Onde o sonetista encontra-se amarrado.