quarta-feira, 7 de dezembro de 2016

O gangster

Réu! aquele que acha o povo estúpido
E
le mesmo, o coliforme fecal
N
as lides senatorais o mais cúpido
A
squeroso e velhaco, o marginal.

Nada impede sua velhacaria
Comanda com astúcia o parlamento
A
cada dia uma nova felonia
Logo, mais embuste do lazarento.

Há empenho em bolar novo crime!
Em cometer roubo e improbidade
Inclusive, subverter o regime.

Rabugento inimigo da verdade
Os abomináveis compõem seu time
Sujos, e fiéis na cumplicidade.

terça-feira, 6 de dezembro de 2016

Em Brasília

Olha! nem tudo está perdido minha gente!
Renan Calheiros, aquele que dá um jeitinho
Por certeira liminar, posto no escaninho
Que pode defenestrar o feroz demente.

Agora, tomara que o expulsem do ninho
Pois o Supremo numa atitude decente
Portanto, nada mais que repentinamente
Colocou mais obstáculos no seu caminho.

Esperemos que peguem esse cara-de-pau
Meliante, de conduta tão peçonhenta
Enquanto pela raiz, cortem esse mal

Esse é um desejo que o povão acalenta
Porquanto, será início do sonho afinal
Criar o filho e jogar fora esta placenta.

segunda-feira, 5 de dezembro de 2016

Gullar

Quando um poeta morre, uma estrela aparece
Fixa e transcendente no vasto firmamento
Será o cosmos reconhecendo no momento
Este bardo falecido que resplandece?

Então lá, Ferreira Gullar tomará assento
Onde por certo brilhará quando anoitece
Quando, na noite, vai colhendo sua messe
Espalhando poemas sujos pelo vento.

Porém o bardo fecundo não se vai, apenas
E deixa trabalho que pra todos cai bem
Os versos homéricos e as rimas pequenas.

Mensagens, todas obras de Gullar contém
Exaltadas umas, outras de feições serenas
Contudo, inspiradas e brilhantes também.

Um homem exemplar

A honestidade é etérea, flutua
No senado, à vontade do bandido
Onde Renan, contra o povão atua
E pinta e borda, conforme tem sido.

Faz descalabros por trás das cortinas
Porque quem tem rabo preso tem medo
Pois roubar e fraudar são suas rotinas
Calheiros é sinônimo de tredo .

O senado nas mãos desse marginal
É como o demônio gerindo a Terra
Além do mais, maior cara de pau
Quer ao judiciário declarar guerra.

Pois assim, o Brasil vai muito mal
E quem apostar no caos, não erra.

domingo, 4 de dezembro de 2016

Chape


Desta multidão encharcada ouço soluços
No meio da chuva, nesta longa avenida
E lacrimejam chapecoenses de bruços
Refletindo sobre os porquês daquela vida.

Gente que era jovem descendo ao solo
Cobrem-nas a terra fria como um  manto
Gente que há pouco foi embalada no colo
Pois agora recebe merecido pranto.

E aquilo que se deslindava ventura
Desce suavemente no solo molhado
Onde o alviverde para sempre fulgura.

Chapecó, estamos com certeza a teu lado
Para, certamente, a bela glória futura
A qual deixará nosso planeta pasmado.

sábado, 3 de dezembro de 2016

Ao pestilento

Contra Renan Calheiros ergamos um grito
Que nós, indignados, nos façamos ouvir
Se preciso for, clamemos pelo infinito
Em nome da justiça que haverá de vir.

Não deixemos poder na mão desse tirano
Senador mentiroso que espalha ilusões
Um mestre ardiloso da mentira e engano
Cujo antro rouba Alagoas por gerações.

É esse ladrão que nós queremos no futuro:
Sujeito malandro, vil, escroto e felaz
O qual, tudo de bom que toca, torna impuro?

De toda escrotice, esse monstro é capaz
Sórdido, canalha, fanfarrão e perjuro
Gritemos contra o proxeneta ladravaz!

sexta-feira, 2 de dezembro de 2016

À escrotidão sem limites

Facinoroso, comanda o senado
Ilustre Renan Calheiros, bandido
Legalmente na cadeira sentado
Há seu ar de larápio desmedido
O que deseja é Moro enquadrado.

Deve intimidar o judiciário
Aquele político salafrário?

Pois é, o tal safardana quer isso
Um meio de tirar bunda da janela
Tem a postura de honesto postiço
Acossado, a Lei Magna atropela.

Mas este povo continua omisso?
Ou vamos lançá-lo pela janela
Renan, esse correntista suíço.