segunda-feira, 29 de agosto de 2016

Rabisque

Se ao fazer um mero rabisco
Algum significado ali, pois vê
Conclua se está certo o risco
Se algo representa pra você.

Pois rápido lance, um corisco
Vai esclarecer bem o porquê
Se no olho não tem um cisco
Está desenhado o que prevê.

Então dessa tua obra desfrute
Que uma obra-prima seja ela
E pelo quanto representa lute

Será criação de sua aquarela
Miúda, ou grande tal mamute
Para você será perfeita e bela.

domingo, 28 de agosto de 2016

À vida

A pessoa mais próxima de você
Mais abrigada na tua intimidade
E que todo santo dia te fala e vê:
VOCÊ, seja humilde ou potestade.

Onde estiver, sem algum porquê
Combata a fúria, essa fealdade
Ênfase no beleza, fora o miserê!
Pois importante é tua liberdade.

Para ser uma tal melhor pessoa
Reduza o estresse, fé na alegria
Ótimo é sempre estar numa boa
Porquanto tristeza arrasa seu dia.

Ria, ria sempre, ria bem, ria à toa
Ignore os chatos que te dão azia
Ande descalça, na rua, na garoa.

sábado, 27 de agosto de 2016

À vida

Soneto-acróstico

Apenas vida única nos foi dada
Cuide portando, dela muito bem
Recebida, inicia-se essa jornada
Em busca do que por certo vem.

De que serve vida desconectada
Ignorando as cercanias também
Tente integrar-se à essa estrada
E aproveite tudo que lhe convém.

Nesta vida quase nada será doce
Aceite, usufrua as oportunidades
Viva a cada dia como último fosse.

Inclusive sorria e vem a felicidade
Deleite o gosto que a vida trouxe
Acredite nas vitórias e na verdade.

sexta-feira, 26 de agosto de 2016

Protetantismo

Meio ao enorme descontentamento
As políticas do Catolicismo romano
Rebelou-se Lutero por tal desalento
Tornou suas teses, o credo luterano.

Indulgências, negócio do  momento
Norteava ação do papa no Vaticano
Havia transação até pra sacramento
O que consistia um enorme engano.

Logo, dissidência inaugurou religião
Ufanistas alemães foram convertidos
Talvez tenha sido a maior revolução.

Era rompimento com os tempos idos
Religiosos, ao catolicismo diziam não
O analfabetismo tornou-se combatido.

quinta-feira, 25 de agosto de 2016

Porvir

Existe uma só verdade absoluta:
Todos morreremos um belo dia,
O que nos compele à velha luta
De viver com sapiência e alegria.

O óbito muitas vezes nos enluta
Sobre o falecido a dura laje fria
Morte uma viagem filha da puta
O que nenhum ser assim queria.

Retorno de onde viemos, o chão
Reversão do que fomos, à poeira
Exatamente o que os seres são.

Mas em homenagem verdadeira,
Os finados no calendário cristão
Sentida dor, queira ou não queira.

quarta-feira, 24 de agosto de 2016

Efêmera

E a vida heim! Parece que é eterna
Se não ligarmos pra ela, viveremos
Sendo otimistas, passemos a perna
Apenas é esta esperança que temos.

Entretanto, existe uma efemeridade
Fátua a existência que nos acomete
E de nada adianta a nossa vontade
Mais vive porém, quem pinta o sete.

E a ceifadeira está a nossa espreita
Rindo da ingenuidade que nos apraz
Indiferente se não lhe temos suspeita
Dia deste, a morte uma visita nos faz

A morte vem ao mundo fazer colheita
Dia e noite aos vivos não lhes dá paz
E qualquer ser que respira ela aceita.

terça-feira, 23 de agosto de 2016

Tempo

O que fazer se esta entidade absoluta
Tem sobre homens tal predominância
Em que nos domina, esse filho da puta
Mostrando-nos nossa desimportância?

Pode o tal tempo vencer-nos sem luta
Obliterando-nos em qualquer instância
De maneira tal que ele não nos escuta
Em sua total e permanente ignorância.

Se o tempo quiser, nos abaixa a crista
Morte das coisas está em sua agenda
Apaga seu lume ainda que você insista.

Nada resiste ao tempo, não há emenda
Dado que o tempo é completo egoísta
Assim não existirá amarra que o prenda.