sábado, 14 de março de 2015

Soneto-acróstico

Aos vocábulos

Amigo, as palavras nunca foram fiéis
Se você em destaque não as coloca
Perde os dedos, muito mais os anéis
Assim, as domina aquele que se toca.

Lutar contra a vontade dos cognatos
Atribuir-lhes qualquer incerto sentido
Vilipendiar suas conquistas seus atos
Resulta num texto morto e desabrido.

Apenas o que querem dizer, respeite
Seja para elas um mero instrumento
Verterá então texto que é um deleite.

Onde você lhes fala que são fomento
A fim de não chorar o derramado leite
Morre das ditas a empáfia sem alento.

3 comentários:

  1. Oi Jair,
    Uma poesia bem a contento.
    Eu sou subversiva.
    Beijos no coração
    Lua Singular

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  2. Muito bonito, além de expressivo!
    Abraço.

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