domingo, 4 de dezembro de 2016

Chape


Desta multidão encharcada ouço soluços
No meio da chuva, nesta longa avenida
E lacrimejam chapecoenses de bruços
Refletindo sobre os porquês daquela vida.

Gente que era jovem descendo ao solo
Cobrem-nas a terra fria como um  manto
Gente que há pouco foi embalada no colo
Pois agora recebe merecido pranto.

E aquilo que se deslindava ventura
Desce suavemente no solo molhado
Onde o alviverde para sempre fulgura.

Chapecó, estamos com certeza a teu lado
Para, certamente, a bela glória futura
A qual deixará nosso planeta pasmado.

2 comentários:

  1. Este comentário foi removido pelo autor.

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  2. Essa tragédia de Chapecó, a solidariedade, o carinho, o desprendimento que vi no ser humano faz a gente pensar que nem tudo está perdido. Foi um oásis no meio do caminho entre tanto lixo encontrado, principalmente o que estamos vendo e passando em nosso país. Passei a admirar aquele povo da Colômbia. Não imaginei tanta solidariedade. E veja o contraste da solidariedade com um crime onde apareceu tamanha ganância! O que não conseguem certas (muitas) criaturas ávidas! Quantas famílias destruídas. Mas ainda existe amor ao próximo, eu até tinha esquecido... Parabéns por ter postado algo, eu não consegui.
    Que fique de lição para aquelas torcidas violentas que vão ao campo com segundas intenções. A morte nos faz pensar na vida. E que esse pensar não seja por pouco tempo.
    Abraços! Desculpe, havia alguns erros no comentário anterior.

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