quinta-feira, 7 de dezembro de 2017

O riacho

O riacho timidamente nasce
Modesto, vai rastejando normal
Ele sabe que neste trecho dá vau
Contudo, logo terá outra face.

No entanto, rolando pelo caminho
Surpreso, aos poucos se vê engordando
Um tanto, que sequer sabe até quando
Enquanto flui quieto, de mansinho.

Solitário, anda no solo ermo
Não percebendo onde será seu termo
Conduzir as águas é seu destino.

De mansinho torna-se caudaloso
Acelerado, vivo e buliçoso
Ciente de sua existência, imagino.


quarta-feira, 6 de dezembro de 2017

A baleia e o homem



Nadando plácida e livre a baleia
Cruza sem esforço todo oceano
Enquanto no mar peixe enxameia
O bicho nada por baixo do pano.

Muitas vezes, o animal vagueia
Como se não tivesse algum plano
Provavelmente de barriga cheia
Porém não comportamento insano.

Só que este cetáceo está ameaçado
Pelo mamífero mais desgraçado
Aquele que mata por simples prazer.

E que num futuro vai ser extinto
Pelo bruto de maldade faminto
Que nas chamas do inferno vai arder.

terça-feira, 5 de dezembro de 2017

Não se é jovem para sempre

Dono do mundo, quando se é moço
A existência? vivaz e enlouquecida
Enorme avenida larga é a vida
Força nos músculos que é colosso.

Na juventude não existe fosso
Mente aberta na cabeça erguida
Bom humor frente a óbices da lida
Nada é prá sempre, tudo é esboço.

Contudo, quando chega certa idade
O viço se transforma em saudade
Pois os problemas bem maiores são.

Então, o que era doce se acabou
Das delícias da infância nada restou
À frente? ponto de interrogação.

segunda-feira, 4 de dezembro de 2017

Meu cérebro


Nesta mente, sinapses peregrinas
De minhas volutas encaracoladas
Massa encefálica desmemoriada
Dum cérebro como a subir colinas.

Ah! aquelas lembranças matutinas
Vindas de recordações esticadas
Misto de coisas nenhumas e nadas
Insalubres como áridas salinas.

E não existe pensamento ingente
Que ocupe plenitude desta mente
Numa conspiração, assim, genial.

Elevada de maneira admirável
Mostrando este cérebro saudável
Que eu gostaria de ter, afinal.

domingo, 3 de dezembro de 2017

A vida é um rio

Energúmeno homem na sua busca
De ser protagonista da história
Está mais para figura patusca
Que não consegue viver sem glória.

Pretensioso, seu limite é o céu
Enquanto tantos sonhos acalenta
Mesmo perdido, vivendo ao léu
Numa caminhada um tanto lenta.

Um dia tudo terminará, contudo
Porque nossos destinos são sombrios
Mas o homem pensa que sabe tudo.

A vida comporta-se como um rio
É caudaloso, bravo, porém mudo
Deixa de ser se estiver vazio.

sábado, 2 de dezembro de 2017

Droit

E a nossa direita? Vai bem, obrigado
“Os mesmos” aproveitam o momento
E pregam volta olímpica ao passado
Assegurando apenas futuro cinzento.

A direita dorme, mas jamais desiste
Fica dormitando na moita enquanto
Aguarda com sua ideologia em riste
Para no Patropi estender seu manto.

É vanguarda do retrocesso veja você,
Que para vencer presidencial eleição.
Uma direita que traz de volta efeagacê
Apoiando Aécio Neves, uma abstração.

Votemos portando nesse peessedebê
Prá que a vaca vá pro brejo da nação.

sexta-feira, 1 de dezembro de 2017

O jardim

No jardim, aromas, pétalas frescas
Pássaros e seus cantos maviosos
Formam as paisagens mais pitorescas
Balouçadas pelos ares ventosos.

Só não há jardim de flores farsescas
Alguns têm elencos bem curiosos
Já outros têm pretensões principescas
Porquanto, não há jardins ociosos.

Jardim construído para o deleite
Funciona como um belo enfeite
De beleza assaz alegre e intensa.

Denegrir belo constructo é injusto
Porquanto é emocional o seu custo
E contrário o que tanta gente pensa.