quinta-feira, 6 de abril de 2017

Futuro possível?

Doem-me estas desesperanças das esperas
O futuro? nele enxergo só negação
Porque o visto do futuro não dá noção
Vejo invernos e outonos e nunca primaveras.

Ao invés de risos, vejo carrancas austeras.
E o esconso negror oculto na escuridão
Onde não existe o positivo e impera o não
Homens devorando semelhantes, tal feras.

Nos ares apenas ais, gemidos, lamentos
Desconhecendo do destino, seus intentos
Em tudo atinge a perfeição o tal egoísmo.

Deixaram de existir poetas e sonhadores
Não há mais luar para exaltar seus amores
À frente, visível um tenebroso abismo.

2 comentários:

  1. Pois é meu caro amigo poeta Jair, nos disseram que o futuro a Deus pertence, mas como Deus delegou ao homem a condição de mantenedor, subscrevo aqui as palavras do saudoso e anárquico Leonel Brizola:
    "Entregaram à raposa a chave do galinheiro"
    Um abraço. Tenhas um ótimo dia.

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  2. Acho que foi depois de alguma coisa passada na televisão, depois de ter visto um velhinho, que falei que a vida teria algum sentido se vivêssemos uns 500 anos, mas não essa merrequinha... Viver 80 anos em média? É, por isso não comemoro mais aniversários...Sempre ficaremos meio apreensivos... Seu poema é triste, mas muito belo, Jair. Abçs!
    Pensei que tivesse deixado comentário aqui!

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