segunda-feira, 20 de abril de 2015

Passando no Paço


Porque há uma impressão no Paço
Dos que aqui passaram no passado
E que perderam régua e compasso
Não concluíram se assim ou assado.

Porquanto todos contam os passos
Se estes melhores forem contados
Que não abundem, sejam escassos
Daqui prá acolá, prá todos os lados.

Pois bem que em todos os espaços
Alguns não partem por terem ficado
Mesmo que lhes sobre algum traço.

E já que tudo se tornará o passado
Minhas passadas devagar eu refaço
Porquanto se não o fizer eu fracasso.

5 comentários:

  1. Oi Jair
    Quando as passadas se tornam lentas, não valemos mais nada.
    Obrigada pelo carinho
    Beijos

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  2. Boa tarde poeta... tão bem colocadas as palavras quanto as rimas..
    isso que é um belo soneto.. os temas são tantos que podemos captar neles.. abraços

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  3. Interessante o jogo de palavras. Hoje mesmo lembrei-me do Largo do Paço.

    abraço

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  4. Caro amigo poeta Jair, artesão da palavra, criador nato por exclência.
    Um abraço. Tenhas uma ótima semana.

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  5. Oi Jair,
    Fiz mais uma poesia boba assanhadinha que a mim nada diz
    A beleza murcha, o que fica são as qualidades
    Beijos

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