quarta-feira, 27 de maio de 2015

Homo terrificus


Cutucando nos meus circuitos cerebrais
A interrogação que exige uma resposta,
Quando Homo sapiens, seres racionais
Ganharam de outros viventes a aposta?

Eu sei que somos todos apenas animais
O Homo se diz supra sumo, assim gosta
Realiza-se à custa mesmo de seus iguais
Esquece que muitas vezes é mero bosta.

Como que julgando-se dono do Planeta
Desconhecendo que é somente inquilino
Ele se diz liberto das amarras da grilheta.

Então comporta-se como filho do Divino
Então nada existe que com ele se meta
Com este que no planeta é clandestino.

3 comentários:

  1. Caro amigo poeta Jair, realmente, a arrogância do Homo não tem limites.
    Um abraço. Tenhas um dia ensolarado, porque aqui em Poa, está chovendo direto.

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  2. Não tem jeito que dê jeito no ser humano.

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  3. De que adianta essa arrogância toda se sabemos que em poucos anos seremos todos comidos por vermes? Tudo não passa de 70, 90 anos... Muito pouco, mas tempo suficiente para pensarmos o pouco que somos.
    Abraço.

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