quarta-feira, 17 de junho de 2015

A multidão

Soneto-acróstico

Porquanto não somos unitários apenas
O mais das vezes somos mixórdia pois
Internamente há muitos, talvez dezenas
Simples, multidão eu sou e também sois.

Assim nossas vidas não serão pequenas
Íntimos seremos de somente um ou dois
Tentando manter nossas atitudes serenas
Enquanto deixamos sonhos para depois.

Muitas gentes morando no nosso interior
Gente de toda cor ideológica e formação
E que sente tristeza, vaidade, frio e calor.

Nada perde o rumo ou sente decepção
Tem gente silente que se doa em amor
E a corpo desabitado a natureza diz não.

2 comentários:

  1. Oi Jair
    Lindo soneto,
    Todos temos ideologias, se não tem amor sofre decepção. O amor é uma palavra tão falada e tão pouco sentida.
    Beijos

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  2. "Muitas gentes morando no nosso interior
    Gente de toda cor ideológica e formação
    E que sente tristeza, vaidade, frio e calor."

    Jair, mas falando francamente, e com toda a verdade, alguém se preocupa de fato com os outros, com essa miscigenação que há em todos nós, ou na verdade nos preocupamos conosco e mais uns 5 ou 6? 10 ou 20 no meio dessa imensa multidão?
    Hoje ficamos consternados; amanhã já esquecemos... Não levo muito fé na nossa espécie. Mas existem os 'especiais', não há dúvidas.
    Abraços, amigo! Bom fim de semana.

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